| Resumo: | A unidade curricular de Prática de Ensino Supervisionada (PES), inserida no plano de estudos do segundo ano do curso de Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico (1.º CEB), lecionado na Escola Superior de Educação, do Instituto Politécnico de Bragança proporcionou-nos a oportunidade de estagiar em três contextos educativos diferentes: creche, pré-escolar e escola do 1.º CEB. O presente relatório pretende documentar, analisar e refletir sobre a ação educativa desenvolvida nesses três contextos. Decorrente da PES, a ação educativa foi pensada tendo em consideração a articulação curricular, os interesses e necessidades das crianças, bem como os seus ritmos de aprendizagem, onde desenvolvemos experiências de ensino e aprendizagem planificadas com os devidos cuidados de modo a que estas fossem significativas par as crianças. Além disso, no planeamento das atividades recorremos às Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar e aos Programas e Metas Curriculares para o 1.º CEB. Ao longo da prática procurámos encontrar resposta para a questão problema que serviu de mote à investigação De que forma a construção dos portefólios contribui para a integração ativa das crianças no processo de avaliação? Relacionados com esta problemática definiram-se os seguintes objetivos:(i) investigar perspetivas teóricas sobre a avaliação; (ii) conhecer estratégias e instrumentos de avaliação utilizadas por educadores e professores e identificar semelhanças e diferenças entre eles e (iii) recorrer ao portefólio enquanto instrumento de (co)construção da avaliação. De modo a conseguirmos recolher mais informação para a nossa investigação, de natureza qualitativa, selecionámos como técnicas e instrumentos de recolha de dados a observação participante, as notas de campo, o registo fotográfico e a check list. Como resultados deste estudo percebemos que o processo de construção dos portefólios é uma mais-valia para as crianças, não apenas pelo facto de estas terem a possibilidade de apreciar os seus trabalhos, mas porque, a sua interpretação e análise permitem perceber a evolução, ou não, ao longo do tempo e, assim, refletir sobre os processos e progressos. Concluímos também que ao envolver as crianças no processo de revisão, análise, reflexão e seleção de trabalhos a incluir no seu portfólio elas adquirem uma maior consciência sobre as suas aprendizagens podendo mais facilmente avaliar. |