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Potencial anti-angiogénico de iogurtes com extratos ricos em derivados de apigenina

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os metabolitos secundários das plantas têm sido alvo de diversos estudos para avaliação dos benefícios para a saúde humana. Mais concretamente, os compostos fenólicos apresentam elevado potencial de utilização na indústria alimentar, nomeadamente no desenvolvimento de alimentos funcionais. Entre estes, a apigenina tem sido associada a efeitos quimiopreventivos relacionados com o cancro. De facto, a quimioprevenção é um conceito atual e contempla a utilização de medicamentos, compostos biológicos ou nutrientes como estratégia de intervenção na prevenção do cancro. Neste trabalho, preparou-se um extrato a partir de Arenaria montana L. utilizando etanol: água (80:20, v/v) como solvente de extração que, após caracterização por HPLCDAD- ESI/MS mostrou ser rico em derivados de apigenina e possuir um elevado potencial anti-angiogénico demonstrado pela capacidade de inibição da fosforilação do VEGFR-2 (vascular endotelium growth fator receptor). Com o intuito de proteger o potencial bioativo do extrato recorreu-se à sua microencapsulação com alginato através da técnica atomização/coagulação. Posteriormente, utilizaram-se extratos hidroetanólicos, na sua forma livre e microencapsulada, para funcionalizar uma matriz alimentar- iogurte- com o intuito de desenvolver alimentos quimiopreventivos em relação ao processo da angiogénese. Os iogurtes funcionalizados com extrato de A. montana (livre e encapsulado) mostraram um valor nutricional similar ao controlo (iogurte não enriquecido), mas um aumento da capacidade de inibição da fosforilação do VEGFR-2. Este efeito foi mais preservado ao longo do tempo nas amostras funcionalizadas com o extrato protegido. Em suma, este trabalho contribui para a valorização de plantas ricas em flavonoides, explorando o seu potencial anti-angiogénico pela interação com o VEGFR-2.
Autores principais:Oliveira, Franciely dos Santos de
Outros Autores:Ribeiro, Andreia; Calhelha, Ricardo C.; Demczuk Junior, Bogdan; Barreiro, M.F.; Ferreira, Isabel C.F.R.
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Os metabolitos secundários das plantas têm sido alvo de diversos estudos para avaliação dos benefícios para a saúde humana. Mais concretamente, os compostos fenólicos apresentam elevado potencial de utilização na indústria alimentar, nomeadamente no desenvolvimento de alimentos funcionais. Entre estes, a apigenina tem sido associada a efeitos quimiopreventivos relacionados com o cancro. De facto, a quimioprevenção é um conceito atual e contempla a utilização de medicamentos, compostos biológicos ou nutrientes como estratégia de intervenção na prevenção do cancro. Neste trabalho, preparou-se um extrato a partir de Arenaria montana L. utilizando etanol: água (80:20, v/v) como solvente de extração que, após caracterização por HPLCDAD- ESI/MS mostrou ser rico em derivados de apigenina e possuir um elevado potencial anti-angiogénico demonstrado pela capacidade de inibição da fosforilação do VEGFR-2 (vascular endotelium growth fator receptor). Com o intuito de proteger o potencial bioativo do extrato recorreu-se à sua microencapsulação com alginato através da técnica atomização/coagulação. Posteriormente, utilizaram-se extratos hidroetanólicos, na sua forma livre e microencapsulada, para funcionalizar uma matriz alimentar- iogurte- com o intuito de desenvolver alimentos quimiopreventivos em relação ao processo da angiogénese. Os iogurtes funcionalizados com extrato de A. montana (livre e encapsulado) mostraram um valor nutricional similar ao controlo (iogurte não enriquecido), mas um aumento da capacidade de inibição da fosforilação do VEGFR-2. Este efeito foi mais preservado ao longo do tempo nas amostras funcionalizadas com o extrato protegido. Em suma, este trabalho contribui para a valorização de plantas ricas em flavonoides, explorando o seu potencial anti-angiogénico pela interação com o VEGFR-2.