Publicação
Maneio reprodutivo em ovinos e caprinos 6. Flushing Alimentar
| Resumo: | Ao longo do processo evolutivo, os animais desenvolveram mecanismos que lhes permitem, em períodos de escassez de alimentos, direcionar os nutrientes para a manutenção de funções fisiológicas essenciais à vida, em detrimento de outras que não contribuem, no imediato, para a sua sobrevivência (caso da atividade reprodutiva) (l). A sazonalidade reprodutiva, sendo uma consequência destes mecanismos (2), garante que a maioria dos animais se reproduz em uma época específica do ano, para que os partos coincidam com o momento do ano em que as disponibilidades naturais de alimentos e as condições climatéricas são mais favoráveis ao crescimento fetal final e à lactação (2-7), aumentando a probabilidade de sobrevivência das progenitoras e das crias (2, 5, 7). No entanto, esta sincronia endógena pode, em sistemas comerciais de produção, não coincidir com o início da época de cobricão desejada pelo criador. Nos pequenos ruminantes domésticos (ovinos e caprinos), a sazonalidade reprodutiva varia em função da latitude, sendo reduzida nas regiões tropicais e elevada nas regiões mais meridionais e setentrionais (4, 5, 7). Nas regiões temperadas, o fotoperíodo é o principai fator exógeno regulador da sazonalidade (atividade) reprodutiva (3-6, 8) modelando-a diretamente - através do sistema neuroendócrino - e indiretamente - através da disponibilidade natural de alimento (3). Nestas regiões, a nutrição é provavelmente o mais importante regulador secundário da atividade reprodutiva (6, 8), capaz de modelar a ação do fotoperíodo (6). Já nas regiões tropicais, a sazonalidade da disponibilidade natural de alimentos e o clima são os principais fatores exógenos reguladores da atividade reprodutiva (4, 5, 7). |
|---|---|
| Autores principais: | Valentim, Ramiro |
| Outros Autores: | Rodrigues, Isilda; Sacoto, Sandra; Azevedo, Jorge; Gomes, Maria José Marques |
| Assunto: | Flushing em ovinos e caprinos |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Ao longo do processo evolutivo, os animais desenvolveram mecanismos que lhes permitem, em períodos de escassez de alimentos, direcionar os nutrientes para a manutenção de funções fisiológicas essenciais à vida, em detrimento de outras que não contribuem, no imediato, para a sua sobrevivência (caso da atividade reprodutiva) (l). A sazonalidade reprodutiva, sendo uma consequência destes mecanismos (2), garante que a maioria dos animais se reproduz em uma época específica do ano, para que os partos coincidam com o momento do ano em que as disponibilidades naturais de alimentos e as condições climatéricas são mais favoráveis ao crescimento fetal final e à lactação (2-7), aumentando a probabilidade de sobrevivência das progenitoras e das crias (2, 5, 7). No entanto, esta sincronia endógena pode, em sistemas comerciais de produção, não coincidir com o início da época de cobricão desejada pelo criador. Nos pequenos ruminantes domésticos (ovinos e caprinos), a sazonalidade reprodutiva varia em função da latitude, sendo reduzida nas regiões tropicais e elevada nas regiões mais meridionais e setentrionais (4, 5, 7). Nas regiões temperadas, o fotoperíodo é o principai fator exógeno regulador da sazonalidade (atividade) reprodutiva (3-6, 8) modelando-a diretamente - através do sistema neuroendócrino - e indiretamente - através da disponibilidade natural de alimento (3). Nestas regiões, a nutrição é provavelmente o mais importante regulador secundário da atividade reprodutiva (6, 8), capaz de modelar a ação do fotoperíodo (6). Já nas regiões tropicais, a sazonalidade da disponibilidade natural de alimentos e o clima são os principais fatores exógenos reguladores da atividade reprodutiva (4, 5, 7). |
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