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Análise da associação entre adoção de energias renováveis e a performance económica e sustentável das organizações: um estudo quantitativo no contexto da União Europeia e Brasileiro

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Resumo:A transição para fontes de energia renováveis tornou-se uma prioridade para as organizações a nível global, especialmente na União Europeia, onde políticas públicas e incentivos financeiros têm acelerado esse processo. No Brasil, o setor também apresenta avanços impulsionados por abundantes recursos naturais e estímulos governamentais. Porém, ainda persistem lacunas na compreensão da relação entre a adoção de energias renováveis e o desempenho económico e sustentável das organizações. Neste contexto, este estudo teve como objetivo analisar o impacto da adoção de energias renováveis no desempenho económico e sustentável das empresas, numa perspetiva comparativa entre organizações situadas na União Europeia e no Brasil, no ano de 2024. O Return on Assets (ROA), o Return on Equity (ROE) e a Margem de Lucro (ML) foram considerados como indicadores financeiros defasados. A adoção de energia renovável foi mensurada por meio da listagem no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), no caso brasileiro, e no Euronext ESG L80, no contexto europeu. A pesquisa combinou uma abordagem mista, aplicada a uma amostra de 325 empresas (165 do Brasil e 160 da União Europeia), listadas e não listadas nos respetivos índices de sustentabilidade. Os resultados indicaram maior transparência das empresas europeias no reporte de relatórios de sustentabilidade, evidenciando limitações na padronização e divulgação dessas informações no contexto brasileiro. Por outro lado, as empresas brasileiras apresentaram maior consumo de fontes de energia renovável. A aplicação dos testes não paramétricos revelou associações positivas entre a inclusão no Euronext ESG L80 e os indicadores ROE (p-value=0,002), ROA (p-value=0,040) e ML (p-value=0,003), sugerindo um impacto favorável das práticas de sustentabilidade nesse contexto, enquanto não foram observadas associações significativas no caso brasileiro com relação ao ISE. Também foram realizadas análises por regressão linear, as quais não apresentaram resultados satisfatórios. Apesar das limitações relacionadas à indisponibilidade de dados históricos completos em ambos os mercados, o estudo contribui para a literatura ao demonstrar que os efeitos económicos da adoção de energias renováveis são condicionados por fatores contextuais e estruturais, oferecendo subsídios relevantes para gestores e formuladores de políticas públicas.
Autores principais:Vargas, Letícia de Fátima Rodrigues
Assunto:Índices de sustentabilidade Desempenho organizacional Indicadores financeiros Análise comparativa
Ano:2026
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A transição para fontes de energia renováveis tornou-se uma prioridade para as organizações a nível global, especialmente na União Europeia, onde políticas públicas e incentivos financeiros têm acelerado esse processo. No Brasil, o setor também apresenta avanços impulsionados por abundantes recursos naturais e estímulos governamentais. Porém, ainda persistem lacunas na compreensão da relação entre a adoção de energias renováveis e o desempenho económico e sustentável das organizações. Neste contexto, este estudo teve como objetivo analisar o impacto da adoção de energias renováveis no desempenho económico e sustentável das empresas, numa perspetiva comparativa entre organizações situadas na União Europeia e no Brasil, no ano de 2024. O Return on Assets (ROA), o Return on Equity (ROE) e a Margem de Lucro (ML) foram considerados como indicadores financeiros defasados. A adoção de energia renovável foi mensurada por meio da listagem no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), no caso brasileiro, e no Euronext ESG L80, no contexto europeu. A pesquisa combinou uma abordagem mista, aplicada a uma amostra de 325 empresas (165 do Brasil e 160 da União Europeia), listadas e não listadas nos respetivos índices de sustentabilidade. Os resultados indicaram maior transparência das empresas europeias no reporte de relatórios de sustentabilidade, evidenciando limitações na padronização e divulgação dessas informações no contexto brasileiro. Por outro lado, as empresas brasileiras apresentaram maior consumo de fontes de energia renovável. A aplicação dos testes não paramétricos revelou associações positivas entre a inclusão no Euronext ESG L80 e os indicadores ROE (p-value=0,002), ROA (p-value=0,040) e ML (p-value=0,003), sugerindo um impacto favorável das práticas de sustentabilidade nesse contexto, enquanto não foram observadas associações significativas no caso brasileiro com relação ao ISE. Também foram realizadas análises por regressão linear, as quais não apresentaram resultados satisfatórios. Apesar das limitações relacionadas à indisponibilidade de dados históricos completos em ambos os mercados, o estudo contribui para a literatura ao demonstrar que os efeitos económicos da adoção de energias renováveis são condicionados por fatores contextuais e estruturais, oferecendo subsídios relevantes para gestores e formuladores de políticas públicas.