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Cuidador formal e a demência de Alzheimer

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Resumo:O presente estudo, como objetivo geral, procura compreender a perceção dos cuidadores formais sobre a prestação de cuidados a idosos institucionalizados com demência de Alzheimer; e como específicos visa: conhecer o perfil dos cuidadores formais de uma IPSS no concelho de Bragança; identificar a satisfação percebida no desempenho dos cuidados a idosos institucionalizados com demência de Alzheimer; identificar as dificuldades percecionadas na prestação dos cuidados; e auscultar a projeção do cuidador formal em relação ao seu próprio envelhecimento. Trata-se de um estudo descritivo, de natureza qualitativa tendo como participantes onze cuidadores formais, cuja profissão se insere na categoria de Técnicos Auxiliares de Ação Direta e Técnicos Auxiliares de Serviços Gerais, com recurso à técnica de entrevista semiestruturada para a recolha de dados. Os resultados obtidos destacam que a maioria dos cuidadores é do sexo feminino, são casadas e com idades compreendidas entre os 29 e os 56 anos, e que metade dos participantes possuiu o 12º ano. Ao nível do exercício profissional, apresentam uma amplitude que vai dos dois aos quinze anos, tendo a maior parte enveredando pela profissão como uma necessidade de ter emprego. Apesar de reconhecerem a necessidade de formação especializada, os participantes sentem uma grande satisfação com a prestação de cuidados a utentes com demência que advêm, sobretudo, da sua experiência ao longo do tempo e da interação com os colegas, e do enfoque nos cuidados de natureza instrumental e emocional. Quanto às dificuldades que advêm da prestação formal de cuidados a pessoas com demência, os cuidadores identificam a falta de tempo, o desconhecimento da demência, a interação com o utente, sobretudo com os distúrbios comportamentais próprios da doença, como a agitação e a agressividade. Por último, e atendendo à projeção do envelhecimento, os entrevistados revelam preocupações que integram por um lado um discurso com uma identificação clara de não proteção, de vulnerabilidade e, por outro, um discurso de confiança pelos benefícios das instituições existentes. Em conclusão os resultados obtidos demonstram a absoluta necessidade de se melhorar a formação dos cuidadores formais bem como a necessidade de amenizar a sobrecarga e dimensão emocional dos mesmos.
Autores principais:Loureiro, Maria
Assunto:Cuidador formal Doença de Alzheimer Satisfação e dificuldades
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
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