Publicação
Influência da terra diatomácea residual no comportamento do betão a temperaturas elevadas
| Resumo: | O setor da construção civil enfrenta o desafio crescente de reduzir os impactos ambientais associados ao consumo intensivo de recursos naturais e à elevada emissão de dióxido de carbono (CO ) resultantes da produção de cimento. Neste contexto, a incorporação de resíduos industriais e subprodutos como materiais cimentícios suplementares tem-se revelado uma estratégia eficaz para aumentar a sustentabilidade dos betões. A terra diatomácea residual (TDR), subproduto do processo de filtração de vinhos, apresenta um elevado teor de sílica e potencial pozolânico significativo, revelando-se promissora para a substituição parcial de cimento e da areia. O presente estudo avaliou o comportamento do betão com incorporação de TDR quando sujeito a temperaturas de 20 °C, 250 °C, 350 °C e 500 °C, considerando diferentes regimes de arrefecimento (gradual e acelerado) e tempos de cura pós-arrefecimento (24 horas e 28 dias). Os resultados demonstraram que, à temperatura ambiente, a resistência à compressão das misturas com incorporação de TDR é estatisticamente equivalente à do betão de referência. Contudo, a exposição a altas temperaturas evidenciou maior sensibilidade térmica e variabilidade da resistência residual nas composições com TDR. O arrefecimento em água mostrou-se benéfico para a recuperação mecânica, especialmente após 28 dias de cura em câmara húmida. Em contrapartida, verificou-se ocorrência de spalling nos provetes com incorporação de TDR expostos a 500 °C com taxa de aquecimento de 5 °C/min, atribuída à maior densidade e baixa porosidade destes provetes. Os resultados indicam que a TDR constitui um material ambientalmente vantajoso e tecnicamente viável para a substituição parcial do cimento e, principalmente, da areia em composições de betão sustentável. |
|---|---|
| Autores principais: | Gomes, Mónica |
| Outros Autores: | Miscovicz, Luciane; Ferreira, Débora |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | O setor da construção civil enfrenta o desafio crescente de reduzir os impactos ambientais associados ao consumo intensivo de recursos naturais e à elevada emissão de dióxido de carbono (CO ) resultantes da produção de cimento. Neste contexto, a incorporação de resíduos industriais e subprodutos como materiais cimentícios suplementares tem-se revelado uma estratégia eficaz para aumentar a sustentabilidade dos betões. A terra diatomácea residual (TDR), subproduto do processo de filtração de vinhos, apresenta um elevado teor de sílica e potencial pozolânico significativo, revelando-se promissora para a substituição parcial de cimento e da areia. O presente estudo avaliou o comportamento do betão com incorporação de TDR quando sujeito a temperaturas de 20 °C, 250 °C, 350 °C e 500 °C, considerando diferentes regimes de arrefecimento (gradual e acelerado) e tempos de cura pós-arrefecimento (24 horas e 28 dias). Os resultados demonstraram que, à temperatura ambiente, a resistência à compressão das misturas com incorporação de TDR é estatisticamente equivalente à do betão de referência. Contudo, a exposição a altas temperaturas evidenciou maior sensibilidade térmica e variabilidade da resistência residual nas composições com TDR. O arrefecimento em água mostrou-se benéfico para a recuperação mecânica, especialmente após 28 dias de cura em câmara húmida. Em contrapartida, verificou-se ocorrência de spalling nos provetes com incorporação de TDR expostos a 500 °C com taxa de aquecimento de 5 °C/min, atribuída à maior densidade e baixa porosidade destes provetes. Os resultados indicam que a TDR constitui um material ambientalmente vantajoso e tecnicamente viável para a substituição parcial do cimento e, principalmente, da areia em composições de betão sustentável. |
|---|