Publicação
Impacto da implementação de programas de exercício em utentes com doença arterial periférica - uma revisão sistemática
| Resumo: | A doença arterial periférica (DAP) é caracterizada pelo acúmulo progressivo de placas de ateroma nas paredes das artérias. O diagnóstico precoce e a adoção de hábitos de vida saudáveis, como a cessão tabágica, a prática de exercício físico (EF) e a gestão de uma dieta equilibrada, são fundamentais para controlar a doença e prevenir complicações graves. Objetivo: O presente estudo tem como objetivos mapear a evidência científica disponível acerca de programas de exercício em pessoas com doença arterial periférica com claudicação intermitente e perceber qual o impacto de programas de exercício em contexto de doença arterial obstrutiva periférica com claudicação intermitente. Metodologia: Foi realizada uma pesquisa, nas bases de dados Web of Science, PEDro, CINAHL, Medline e Cochrane Central (via EBSCO), sobre a temática em estudo, baseada na questão de partida, com as seguintes palavras-chave “Peripheral arterial disease”; “Exercise Therapy”; “Intermittent claudication”. A pesquisa incluiu artigos em português, inglês e espanhol publicados desde janeiro de 2018. Os artigos selecionados foram revistos no que diz respeito à metodologia e aos critérios de elegibilidade. Durante a fase de revisão e aplicação dos critérios de inclusão e avaliação crítica foram selecionados 11 artigos de um total de 896. Resultados: Dos 11 artigos analisados é evidente a influência que a DAP tem sobre a vida da pessoa e também a relação indubitável entre a reabilitação/exercício e a DAP. A reabilitação melhora as alterações físicas e psíquicas decorrentes do diagnóstico de DAP. As modalidades de exercício descritas foram: terapia de exercício aeróbio supervisionado, terapia de exercício aeróbio combinada com anaeróbio supervisionado, exercício de alongamentos passivo não supervisionado e intervenções cognitivo comportamentais. Os programas de reabilitação que demonstraram maior eficácia na melhora da Claudicação Intermitente (CI) e na qualidade de vida foram aqueles que utilizaram a caminhada até a instalação da dor máxima. Na avaliação dos artigos percebe-se que todas as dimensões da pessoa com DAP são alvo de intervenção da reabilitação com impacto traduzido em ganhos em saúde, sendo um indicador de resultado major a melhoria da qualidade de vida. Conclusão: A terapia de exercício é considerada o padrão ouro no tratamento da DAP, uma vez que proporciona melhorias significativas no desempenho deambulatório, aumenta a distância total percorrida, além de aprimorar a qualidade de vida (QV) dos utentes. Dentre as estratégias terapêuticas, a caminhada destaca-se como a mais representativa e efetiva. |
|---|---|
| Autores principais: | Oliveira, António José Martins |
| Assunto: | Doença arterial periférica Terapia de exercício Claudicação intermitente |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A doença arterial periférica (DAP) é caracterizada pelo acúmulo progressivo de placas de ateroma nas paredes das artérias. O diagnóstico precoce e a adoção de hábitos de vida saudáveis, como a cessão tabágica, a prática de exercício físico (EF) e a gestão de uma dieta equilibrada, são fundamentais para controlar a doença e prevenir complicações graves. Objetivo: O presente estudo tem como objetivos mapear a evidência científica disponível acerca de programas de exercício em pessoas com doença arterial periférica com claudicação intermitente e perceber qual o impacto de programas de exercício em contexto de doença arterial obstrutiva periférica com claudicação intermitente. Metodologia: Foi realizada uma pesquisa, nas bases de dados Web of Science, PEDro, CINAHL, Medline e Cochrane Central (via EBSCO), sobre a temática em estudo, baseada na questão de partida, com as seguintes palavras-chave “Peripheral arterial disease”; “Exercise Therapy”; “Intermittent claudication”. A pesquisa incluiu artigos em português, inglês e espanhol publicados desde janeiro de 2018. Os artigos selecionados foram revistos no que diz respeito à metodologia e aos critérios de elegibilidade. Durante a fase de revisão e aplicação dos critérios de inclusão e avaliação crítica foram selecionados 11 artigos de um total de 896. Resultados: Dos 11 artigos analisados é evidente a influência que a DAP tem sobre a vida da pessoa e também a relação indubitável entre a reabilitação/exercício e a DAP. A reabilitação melhora as alterações físicas e psíquicas decorrentes do diagnóstico de DAP. As modalidades de exercício descritas foram: terapia de exercício aeróbio supervisionado, terapia de exercício aeróbio combinada com anaeróbio supervisionado, exercício de alongamentos passivo não supervisionado e intervenções cognitivo comportamentais. Os programas de reabilitação que demonstraram maior eficácia na melhora da Claudicação Intermitente (CI) e na qualidade de vida foram aqueles que utilizaram a caminhada até a instalação da dor máxima. Na avaliação dos artigos percebe-se que todas as dimensões da pessoa com DAP são alvo de intervenção da reabilitação com impacto traduzido em ganhos em saúde, sendo um indicador de resultado major a melhoria da qualidade de vida. Conclusão: A terapia de exercício é considerada o padrão ouro no tratamento da DAP, uma vez que proporciona melhorias significativas no desempenho deambulatório, aumenta a distância total percorrida, além de aprimorar a qualidade de vida (QV) dos utentes. Dentre as estratégias terapêuticas, a caminhada destaca-se como a mais representativa e efetiva. |
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