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Stevia rebaudiana Bertoni cultivada em Portugal: estudo prospetivo do seu potencial antioxidante em diferentes condições de conservação

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Resumo:A procura de adoçantes naturais tem vindo a ganhar cada vez mais importância devido à grande controvérsia associada à utilização de alguns adoçantes sintéticos nomeadamente, ciclamatos, aspartamo e acesulfame-K. Os glucósidos de esteviol (E 960) constituem um grupo de adoçantes naturais de utilização generalizada, sendo obtidos a partir de Stevia rebaudiana Bertoni, uma planta nativa da América do Sul. No entanto, a referida planta contém outros potenciais de utilização que devem ser explorados, nomeadamente pela sua capacidade antioxidante. Esta planta já é produzida em Portugal, no entanto, são necessários estudos que comprovem que a sua composição química se mantém independentemente das condições de cultivo. Neste trabalho, utilizaram-se amostras de stevia cultivadas em Bragança num ensaio de campo com condições de cultivo definidas e, que após colheita, foram submetidas a dois tratamentos diferentes: conservadas em fresco (-20ºC) e desidratadas (30ºC). Foi avaliada a sua atividade antioxidante (efeito captador de radicais livres DPPH e poder redutor), tendo sido também determinados alguns compostos bioativos tais como fenóis e flavonóis totais (métodos espetrofotométricos), tocoferóis (HPLC-fluorescência) e açúcares livres (HPLC-RI). Foram observadas diferenças significativas entre as diferentes amostras. A desidratação parece favorecer a atividade antioxidante e a concentração em fenóis e flavonóis. Já as amostras conservadas em fresco apresentaram maiores concentrações de tocoferóis (incluindo isoformas ,  e ) e açúcares livres, tendose identificado e quantificado oito moléculas distintas: ramnose, xilose, arabinose, frutose, glucose, sacarose, trealose e rafinose. Estes resultados confirmam que as plantas cultivadas em Bragança, possuem uma excelente capacidade antioxidante (no caso das amostras desidratadas até mesmo superior ao padrão trolox-antioxidante sintético) e metabolitos secundários bioativos responsáveis pela capacidade antioxidante. Já a conservação em fresco preservou nutrientes nomeadamente, açúcares livres e tocoferóis.
Autores principais:Barroso, Marisa
Outros Autores:Barros, Lillian; Rodrigues, Miguel A.; Sousa, Maria João; Ferreira, Isabel C.F.R.
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
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