Publicação
Associação entre o nível de adesão à dieta mediterrânica e o IMC, em indivíduos diabéticos.
| Resumo: | A diabetes mellitus tipo 2, doença metabólica crónica, alia, a si, efeitos deletérios, constituindo um problema de saúde pública, equiparando-se a uma epidemia. Com efeito, a doença assume como base etiológica não apenas fatores genéticos, mas também comportamentais, passíveis de prevenção, nomeadamente ao nível do plano dietético. Objetivos: Verificar se existe associação entre o nível de Adesão à Dieta Mediterrânica e o Índice de Massa Corporal, em indivíduos diabéticos tipo 2. Metodologia: Estudo observacional, transversal, de cariz quantitativo, baseado numa amostra não probabilística por conveniência, com 60 diabéticos adultos. Para recolha de dados, utilizou-se um questionário, que incluía a caracterização sociodemográfica, dados clínicos, antropométricos e o Score MEDAS para avaliação da Adesão à Dieta Mediterrânica. A análise estatística dos dados foi realizada através do software IBM Statistical Package for the Social Sciences (IBM SPSS) versão 23.0, para Windows, tendo sido adotado um nível de significância de 5%, com um grau de confiança de 95%. Resultados: Constatou-se um nível moderado de adesão ao Padrão Alimentar Mediterrânico em 60% dos inquiridos. No que diz respeito ao IMC, 43,3% foram classificados com excesso de peso, 38,3% eutróficos e 16,7% obesos. Foi observada existência de uma correlação estatisticamente significativa inversa e moderada, ao nível de significância de 5%, entre o índice de adesão MEDAS e o IMC (p-value= 0,05 e ró= -0,356). Conclusões: Os resultados subjacentes a este estudo de investigação evidenciam a necessidade de aumentar a literacia na população diabética, relativamente ao padrão alimentar mediterrânico. Deve haver um contínuo apelo à consciencialização relativamente à alimentação adotada pelos indivíduos diabéticos, intervindo, maioritariamente, nos indivíduos com excesso de peso, como garantia de uma melhoria no controlo glicémico e na redução do IMC. |
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| Autores principais: | Fernandes, Matilde |
| Outros Autores: | Azevedo, Ana; Fernandes, António; Pires, Cláudia; Pereira, Ana Maria Geraldes Rodrigues |
| Assunto: | Dieta mediterrânica Diabetes Indice de massa corporal |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | póster em conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A diabetes mellitus tipo 2, doença metabólica crónica, alia, a si, efeitos deletérios, constituindo um problema de saúde pública, equiparando-se a uma epidemia. Com efeito, a doença assume como base etiológica não apenas fatores genéticos, mas também comportamentais, passíveis de prevenção, nomeadamente ao nível do plano dietético. Objetivos: Verificar se existe associação entre o nível de Adesão à Dieta Mediterrânica e o Índice de Massa Corporal, em indivíduos diabéticos tipo 2. Metodologia: Estudo observacional, transversal, de cariz quantitativo, baseado numa amostra não probabilística por conveniência, com 60 diabéticos adultos. Para recolha de dados, utilizou-se um questionário, que incluía a caracterização sociodemográfica, dados clínicos, antropométricos e o Score MEDAS para avaliação da Adesão à Dieta Mediterrânica. A análise estatística dos dados foi realizada através do software IBM Statistical Package for the Social Sciences (IBM SPSS) versão 23.0, para Windows, tendo sido adotado um nível de significância de 5%, com um grau de confiança de 95%. Resultados: Constatou-se um nível moderado de adesão ao Padrão Alimentar Mediterrânico em 60% dos inquiridos. No que diz respeito ao IMC, 43,3% foram classificados com excesso de peso, 38,3% eutróficos e 16,7% obesos. Foi observada existência de uma correlação estatisticamente significativa inversa e moderada, ao nível de significância de 5%, entre o índice de adesão MEDAS e o IMC (p-value= 0,05 e ró= -0,356). Conclusões: Os resultados subjacentes a este estudo de investigação evidenciam a necessidade de aumentar a literacia na população diabética, relativamente ao padrão alimentar mediterrânico. Deve haver um contínuo apelo à consciencialização relativamente à alimentação adotada pelos indivíduos diabéticos, intervindo, maioritariamente, nos indivíduos com excesso de peso, como garantia de uma melhoria no controlo glicémico e na redução do IMC. |
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