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Prescrição do exercício físico para indivíduos seniores (institucionalizados ou referenciados) da Estrutura Residencial para Pessoas Idosas São José – Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Manter-se fisicamente ativo ao longo da terceira idade representa um fator decisivo para a melhoria da qualidade de vida. A prática regular de exercício contribui para a preservação da mobilidade, atua na prevenção de diversas patologias e proporciona um quotidiano mais dinâmico, autónomo e saudável. Objetivos: Este estágio teve como principal propósito promover a saúde, o bem-estar e o conforto dos indivíduos séniores, tendo sempre em consideração as particularidades de cada indivíduo, nomeadamente as suas limitações funcionais e diferentes graus de autonomia. A prescrição de exercícios adaptados à realidade de cada utente foi o ponto de partida para uma intervenção centrada na pessoa. Métodos: Com base numa análise inicial, os participantes foram organizados em três grupos distintos, de acordo com o seu grau de funcionalidade e autonomia. O Grupo 1 integrou utentes com maior dependência, na sua maioria acamados e com mobilidade extremamente reduzida. O Grupo 2 reuniu pessoas que, apesar de utilizarem cadeira de rodas, conservavam boa mobilidade dos membros superiores e alguma capacidade de participação ativa. O Grupo 3 foi constituído por utentes autónomos na sua locomoção, com menor grau de dependência. Do total de 50 residentes da Estrutura Residencial para Pessoas Idosas, 25 participaram nas atividades propostas, enquanto dos 7 utentes do Centro de Dia, 6 aderiram, ainda que de forma pontual. Desenvolvimento do Projeto: O estágio decorreu ao longo de cinco meses práticos. O primeiro mês foi dedicado à integração na instituição, à observação do funcionamento da instituição e, sobretudo, à criação de laços com os utentes, de forma a garantir uma relação de confiança e proximidade. Esta etapa revelou-se fundamental para compreender melhor as motivações, os gostos e as limitações físicas e cognitivas dos participantes. No segundo mês, foi promovida uma aula em grupo com o intuito de estimular a prática conjunta da atividade física. Contudo, a adesão revelou-se inferior ao esperado, o que motivou um reajuste na abordagem. A partir desse momento, optei por trabalhar individualmente com os utentes, adequando as atividades às suas necessidades específicas. As sessões em grupo foram mantidas apenas para jogos tradicionais, que se mostraram mais apelativos e acessíveis. Durante o terceiro mês, foi testada a introdução de uma nova atividade focada na coordenação motora e no raciocínio lógico. No entanto, o nível de complexidade revelou-se desajustado para a maioria dos utentes, o que obrigou a reformular e simplificar a proposta. Nos dois últimos meses, foi dado maior destaque às atividades de lazer e interação social, sem nunca descurar o acompanhamento físico personalizado. A consistência da prática, aliada à adaptação contínua, permitiu manter o envolvimento de muitos participantes e reforçar a importância do exercício físico como parte da sua rotina. Conclusões: Os resultados observados ao longo do estágio demonstraram claros sinais de impacto positivo. A integração dos exercícios na rotina diária, a crescente adesão dos participantes e o entusiasmo com que muitos perguntavam pelas sessões são indicadores subjetivos, mas expressivos, do valor que esta intervenção teve para o grupo. IX Esta experiência revelou-se profundamente enriquecedora. Proporcionou-me um contacto próximo com uma realidade exigente e, por vezes, emocionalmente desafiante, mas também muito gratificante. A adaptação constante, a escuta ativa das necessidades dos utentes e a capacidade de reinventar estratégias tornaram-se ferramentas valiosas para o meu percurso profissional e pessoal.
Autores principais:Pereira, Cláudia Inês Martins
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Manter-se fisicamente ativo ao longo da terceira idade representa um fator decisivo para a melhoria da qualidade de vida. A prática regular de exercício contribui para a preservação da mobilidade, atua na prevenção de diversas patologias e proporciona um quotidiano mais dinâmico, autónomo e saudável. Objetivos: Este estágio teve como principal propósito promover a saúde, o bem-estar e o conforto dos indivíduos séniores, tendo sempre em consideração as particularidades de cada indivíduo, nomeadamente as suas limitações funcionais e diferentes graus de autonomia. A prescrição de exercícios adaptados à realidade de cada utente foi o ponto de partida para uma intervenção centrada na pessoa. Métodos: Com base numa análise inicial, os participantes foram organizados em três grupos distintos, de acordo com o seu grau de funcionalidade e autonomia. O Grupo 1 integrou utentes com maior dependência, na sua maioria acamados e com mobilidade extremamente reduzida. O Grupo 2 reuniu pessoas que, apesar de utilizarem cadeira de rodas, conservavam boa mobilidade dos membros superiores e alguma capacidade de participação ativa. O Grupo 3 foi constituído por utentes autónomos na sua locomoção, com menor grau de dependência. Do total de 50 residentes da Estrutura Residencial para Pessoas Idosas, 25 participaram nas atividades propostas, enquanto dos 7 utentes do Centro de Dia, 6 aderiram, ainda que de forma pontual. Desenvolvimento do Projeto: O estágio decorreu ao longo de cinco meses práticos. O primeiro mês foi dedicado à integração na instituição, à observação do funcionamento da instituição e, sobretudo, à criação de laços com os utentes, de forma a garantir uma relação de confiança e proximidade. Esta etapa revelou-se fundamental para compreender melhor as motivações, os gostos e as limitações físicas e cognitivas dos participantes. No segundo mês, foi promovida uma aula em grupo com o intuito de estimular a prática conjunta da atividade física. Contudo, a adesão revelou-se inferior ao esperado, o que motivou um reajuste na abordagem. A partir desse momento, optei por trabalhar individualmente com os utentes, adequando as atividades às suas necessidades específicas. As sessões em grupo foram mantidas apenas para jogos tradicionais, que se mostraram mais apelativos e acessíveis. Durante o terceiro mês, foi testada a introdução de uma nova atividade focada na coordenação motora e no raciocínio lógico. No entanto, o nível de complexidade revelou-se desajustado para a maioria dos utentes, o que obrigou a reformular e simplificar a proposta. Nos dois últimos meses, foi dado maior destaque às atividades de lazer e interação social, sem nunca descurar o acompanhamento físico personalizado. A consistência da prática, aliada à adaptação contínua, permitiu manter o envolvimento de muitos participantes e reforçar a importância do exercício físico como parte da sua rotina. Conclusões: Os resultados observados ao longo do estágio demonstraram claros sinais de impacto positivo. A integração dos exercícios na rotina diária, a crescente adesão dos participantes e o entusiasmo com que muitos perguntavam pelas sessões são indicadores subjetivos, mas expressivos, do valor que esta intervenção teve para o grupo. IX Esta experiência revelou-se profundamente enriquecedora. Proporcionou-me um contacto próximo com uma realidade exigente e, por vezes, emocionalmente desafiante, mas também muito gratificante. A adaptação constante, a escuta ativa das necessidades dos utentes e a capacidade de reinventar estratégias tornaram-se ferramentas valiosas para o meu percurso profissional e pessoal.