Publicação
Prevalência da depressão pós-parto em puérperas da Unidade Local de Saúde do Nordeste
| Resumo: | A depressão pós-parto constitui uma das perturbações psiquiátricas mais prevalentes no período perinatal, com impacto significativo na saúde da mãe, do recém-nascido e da família. O diagnóstico precoce assume um papel central na prevenção de repercussões adversas a médio e longo prazo, sendo indispensável recorrer a instrumentos de rastreio validados e culturalmente adaptados. Objetivo: Estimar a prevalência da depressão pós-parto nas puérperas que pariram no serviço de obstetrícia da ULSN Bragança na 5ª semana pós-parto, utilizando a Postpartum Depression Screening Scale validada para a população portuguesa. Metodologia: Estudo quantitativo, descritivo, observacional e transversal, realizado entre maio e julho de 2024, envolvendo uma amostra de 80 puérperas internadas no serviço de obstetrícia da ULSNE – Bragança. Os dados foram recolhidos através de um questionário sociodemográfico e obstétrico, aplicado até 48 horas após o parto, e pela aplicação online da Postpartum Depression Screening Scale, validada para a população portuguesa, na 5.ª semana pós-parto. A análise estatística foi efetuada no software IBM SPSS v.24.0, com recurso a estatística descritiva e ao cálculo da consistência interna da escala. Resultados: Das 80 participantes após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão resultaram para a amostra final 64 participantes. A prevalência global da depressão pós-parto foi de 59,4%, correspondendo a 31,3% de depressão minor e 28,1% de depressão major. As dimensões mais expressivas foram a labilidade emocional (pontuação média 50%), os distúrbios do apetite e do sono (pontuação média 46,9%), e a confusão mental (pontuação média 44,1%), a fiabilidade interna das dimensões foi de b x (α=0,817–0,932), uma vez que o valor de Alpha de Cronbach mais baixo é de 0,817. Conclusão: Os resultados revelam uma prevalência de depressão pós-parto superior à reportada em estudos nacionais e internacionais, reforçando a necessidade de rastreio sistemático da DPP. A integração da PDSS nos cuidados perinatais e a capacitação dos profissionais de saúde em saúde mental materna constituem medidas fundamentais para a deteção precoce e acompanhamento das mulheres em risco. Estes dados podem contribuir para a implementação de protocolos locais de vigilância em saúde mental perinatal e para a definição de políticas regionais de apoio às puérperas. |
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| Autores principais: | Pires, Liliana Rosa Taboada |
| Assunto: | Depressão pós-parto Prevalência Saúde mental Assistência perinatal Puerpério Rastreamento |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A depressão pós-parto constitui uma das perturbações psiquiátricas mais prevalentes no período perinatal, com impacto significativo na saúde da mãe, do recém-nascido e da família. O diagnóstico precoce assume um papel central na prevenção de repercussões adversas a médio e longo prazo, sendo indispensável recorrer a instrumentos de rastreio validados e culturalmente adaptados. Objetivo: Estimar a prevalência da depressão pós-parto nas puérperas que pariram no serviço de obstetrícia da ULSN Bragança na 5ª semana pós-parto, utilizando a Postpartum Depression Screening Scale validada para a população portuguesa. Metodologia: Estudo quantitativo, descritivo, observacional e transversal, realizado entre maio e julho de 2024, envolvendo uma amostra de 80 puérperas internadas no serviço de obstetrícia da ULSNE – Bragança. Os dados foram recolhidos através de um questionário sociodemográfico e obstétrico, aplicado até 48 horas após o parto, e pela aplicação online da Postpartum Depression Screening Scale, validada para a população portuguesa, na 5.ª semana pós-parto. A análise estatística foi efetuada no software IBM SPSS v.24.0, com recurso a estatística descritiva e ao cálculo da consistência interna da escala. Resultados: Das 80 participantes após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão resultaram para a amostra final 64 participantes. A prevalência global da depressão pós-parto foi de 59,4%, correspondendo a 31,3% de depressão minor e 28,1% de depressão major. As dimensões mais expressivas foram a labilidade emocional (pontuação média 50%), os distúrbios do apetite e do sono (pontuação média 46,9%), e a confusão mental (pontuação média 44,1%), a fiabilidade interna das dimensões foi de b x (α=0,817–0,932), uma vez que o valor de Alpha de Cronbach mais baixo é de 0,817. Conclusão: Os resultados revelam uma prevalência de depressão pós-parto superior à reportada em estudos nacionais e internacionais, reforçando a necessidade de rastreio sistemático da DPP. A integração da PDSS nos cuidados perinatais e a capacitação dos profissionais de saúde em saúde mental materna constituem medidas fundamentais para a deteção precoce e acompanhamento das mulheres em risco. Estes dados podem contribuir para a implementação de protocolos locais de vigilância em saúde mental perinatal e para a definição de políticas regionais de apoio às puérperas. |
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