Publicação
Alternativas ambientalmente sustentáveis: o caso das piscinas biológicas
| Resumo: | A presente comunicação visa explicar o funcionamento das piscinas biológicas e o porquê de estas infra-estruturas serem uma alternativa ambientalmente sustentável. Ao contrário das piscinas convencionais, onde a depuração da água e o controlo das microalgas exigem cloro e outros produtos que apresentam toxicidade, não só para os utilizadores mas também para um grande número de espécies selvagens, nas piscinas biológicas estes processos são realizados por filtros biológicos, à semelhança dos mecanismos que ocorrem nos ecossistemas aquáticos naturais. Aqui, a purificação da água deve-se essencialmente às interacções que se estabelecem entre plantas e microrganismos. Nas raízes ocorrem condições para o estabelecimento dos microrganismos mencionados, estes sim com capacidades significativas para degradar e reter poluentes. As plantas também controlam as populações de microalgas através da competição pelos nutrientes e pela luz e, pela libertação para o meio de compostos algicidas e/ou algistáticos. Como não são adicionados produtos químicos à água estes sistemas são rapidamente colonizados por zooplâncton, macroinvertebrados e alguns vertebrados que complementam os processos mediados pelas plantas e pelos microrganismos. À escala da paisagem, para além de aumentar a estética da paisagem, as piscinas biológicas, funcionam como habitats de “stepping-stone”, importantes para a conservação de espécies ameaçadas, e contribuem para o aumento da heterogeneidade da paisagem. |
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| Autores principais: | Geraldes, Ana Maria |
| Outros Autores: | Schwarzer, Claudia; Schwarzer, Udo |
| Assunto: | Conservação da biodiversidade Piscinas biológicas Purificação da água por filtros biológicos Sustentabilidade ambiental |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A presente comunicação visa explicar o funcionamento das piscinas biológicas e o porquê de estas infra-estruturas serem uma alternativa ambientalmente sustentável. Ao contrário das piscinas convencionais, onde a depuração da água e o controlo das microalgas exigem cloro e outros produtos que apresentam toxicidade, não só para os utilizadores mas também para um grande número de espécies selvagens, nas piscinas biológicas estes processos são realizados por filtros biológicos, à semelhança dos mecanismos que ocorrem nos ecossistemas aquáticos naturais. Aqui, a purificação da água deve-se essencialmente às interacções que se estabelecem entre plantas e microrganismos. Nas raízes ocorrem condições para o estabelecimento dos microrganismos mencionados, estes sim com capacidades significativas para degradar e reter poluentes. As plantas também controlam as populações de microalgas através da competição pelos nutrientes e pela luz e, pela libertação para o meio de compostos algicidas e/ou algistáticos. Como não são adicionados produtos químicos à água estes sistemas são rapidamente colonizados por zooplâncton, macroinvertebrados e alguns vertebrados que complementam os processos mediados pelas plantas e pelos microrganismos. À escala da paisagem, para além de aumentar a estética da paisagem, as piscinas biológicas, funcionam como habitats de “stepping-stone”, importantes para a conservação de espécies ameaçadas, e contribuem para o aumento da heterogeneidade da paisagem. |
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