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Análise de parâmetros biomecânicos da marcha em idosos

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Resumo:O aumento da população idosa tem vindo a ganhar grandes proporções nas últimas dé-cadas, por esse motivo é cada vez mais importante fornecer a estes indivíduos uma melhor qualidade de vida, através da promoção de hábitos saudáveis, nomeadamente a prática de exer-cício físico de forma a combater o sedentarismo. Esta dissertação possui como principal objetivo perceber quais as alterações mais fre-quentes a nível da marcha quando os idosos praticam exercício regular e quando deixam de praticar, ou seja, verificar qual a influência do treino e do destreino através de parâmetros bio-mecânicos da sua marcha. A amostra neste estudo foi constituída no total por dezasseis idosos, sendo que apenas seis destes idosos foram avaliados em ambos os ensaios, os restantes dez idosos apenas realizaram o ensaio ou no início ou no fim do ano letivo, dando um total de 11 idosos analisados em cada período letivo. As avaliações práticas realizaram-se duas vezes, a primeira no final do ano letivo após a prática de exercício físico regular e orientado, e a segunda avaliação passados três meses quando estes regressaram de férias de verão e não se encontra-vam a realizar qualquer prática de exercício. Para a recolha de dados utilizaram-se três métodos, a cinemática, a termografia e a ele-tromiografia. Na cinemática analisou-se o movimento, onde com recurso a câmaras de filmar e a um software apropriado recolheu-se os ângulos pretendidos, sendo eles o ângulo de curvatura das costas e o ângulo da perna quando o calcanhar se encontrava em contacto com o solo e por fim foi obtido o swing. Utilizou-se também a termografia, com recurso a câmaras termográficas da marca FLIR com o objetivo de obter a temperatura da pele e por fim a eletromiografia que é utilizada para saber qual a atividade elétrica dos músculos. Para cada análise, exceto para a termografia, realizou-se a média e o desvio padrão, de três resultados diferentes obtidos no início e no fim dos ensaios em ambos os períodos letivos, sendo que a média foi a variável avaliada para se chegar aos resultados pretendidos. Primeiro obtiveram-se os resultados de todos os idosos que realizaram os ensaios no fim e no início do ano letivo, chegando-se à conclusão que na cinemática relativamente ao ângulo das costas no fim do ano letivo este aumenta do início para o fim dos ensaios, isto significa que os idosos possuem uma postura mais curvada no fim do ensaio e no início do ano letivo diminui, pos-suindo uma postura mais próxima da vertical, já para o ângulo da perna verifica-se um aumento em ambos os períodos letivos, isto significa que a perna no fim dos ensaios se encontra mais “reta” que no inicio dos ensaios, no caso do swing o que se verificou em ambos os períodos letivos foi um aumento deste. Na termografia chegou-se a conclusão que tanto de frente como de perfil para a câmara termográfica, na maioria dos idosos, ocorre uma diminuição da tempe-ratura de t=0 min para t=5 min e um aumento de t=5 min para t=10 min. Por fim na eletromio-grafia concluiu-se que no músculo G.L. (Gastrocnémio Lateral) verifica-se uma diminuição dos valores em ambos os períodos letivos, quer no RMS (Raiz do Valor Quadrático Médio), quer na Área, no músculo T.A. (Tibial Anterior), verificou-se que no fim do ano letivo ocorre uma diminuição dos valores tanto da Área, como do RMS, já no início do ano letivo, no RMS, este diminui e na Área verifica-se um aumento. Para o músculo R.F. (Reto Femoral), no caso do RMS no fim do ano letivo os valores aumentam e no início diminuem e na Área ocorre o con-trário, verificando-se que no fim do ano letivo os valores diminuem e no início aumenta. Após analisados os resultados para todos os idosos, obtiveram-se os resultados para os idosos que realizaram ambos os ensaios, chegando-se à conclusão que relativamente à cinemá-tica que o ângulo das costas diminui em ambos os períodos letivos, possuindo assim uma pos-tura mais próxima da vertical e para o ângulo da perna verifica-se um aumento também em ambos os períodos letivos, encontrando-se a perna numa posição mais “reta”, como mencio-nado anteriormente. No caso do swing verifica-se um valor maior no fim do ano letivo e um valor menor no início. Na termografia conclui-se o mesmo que para todos os idosos que a tem-peratura diminui de t=0 min para t=5 min e aumenta de t=5 min para t=10 min. Na eletromio-grafia concluiu-se que para o músculo G.L., no RMS não se conseguiu chegar a nenhuma con-clusão em ambos os períodos letivos, enquanto que na Área no fim do ano letivo verificou-se uma diminuição dos valores, mas no início do ano letivo não se chegou a nenhuma conclusão. No caso do músculo T.A., verificou-se o mesmo no RMS e na Área, que no fim do ano letivo, os valores diminuem, enquanto que no início foi inconclusivo. Para o músculo R.F., no RMS, verifica-se um aumento no fim do ano letivo e uma diminuição no início e na Área verifica-se um aumento tanto no fim como no início do ano letivo.
Autores principais:Martins, Sónia Marisa Barreira
Assunto:Cinemática Termografia Eletromiografia Marcha Idosos
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
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Para cada análise, exceto para a termografia, realizou-se a média e o desvio padrão, de três resultados diferentes obtidos no início e no fim dos ensaios em ambos os períodos letivos, sendo que a média foi a variável avaliada para se chegar aos resultados pretendidos. Primeiro obtiveram-se os resultados de todos os idosos que realizaram os ensaios no fim e no início do ano letivo, chegando-se à conclusão que na cinemática relativamente ao ângulo das costas no fim do ano letivo este aumenta do início para o fim dos ensaios, isto significa que os idosos possuem uma postura mais curvada no fim do ensaio e no início do ano letivo diminui, pos-suindo uma postura mais próxima da vertical, já para o ângulo da perna verifica-se um aumento em ambos os períodos letivos, isto significa que a perna no fim dos ensaios se encontra mais “reta” que no inicio dos ensaios, no caso do swing o que se verificou em ambos os períodos letivos foi um aumento deste. Na termografia chegou-se a conclusão que tanto de frente como de perfil para a câmara termográfica, na maioria dos idosos, ocorre uma diminuição da tempe-ratura de t=0 min para t=5 min e um aumento de t=5 min para t=10 min. Por fim na eletromio-grafia concluiu-se que no músculo G.L. (Gastrocnémio Lateral) verifica-se uma diminuição dos valores em ambos os períodos letivos, quer no RMS (Raiz do Valor Quadrático Médio), quer na Área, no músculo T.A. (Tibial Anterior), verificou-se que no fim do ano letivo ocorre uma diminuição dos valores tanto da Área, como do RMS, já no início do ano letivo, no RMS, este diminui e na Área verifica-se um aumento. Para o músculo R.F. (Reto Femoral), no caso do RMS no fim do ano letivo os valores aumentam e no início diminuem e na Área ocorre o con-trário, verificando-se que no fim do ano letivo os valores diminuem e no início aumenta. Após analisados os resultados para todos os idosos, obtiveram-se os resultados para os idosos que realizaram ambos os ensaios, chegando-se à conclusão que relativamente à cinemá-tica que o ângulo das costas diminui em ambos os períodos letivos, possuindo assim uma pos-tura mais próxima da vertical e para o ângulo da perna verifica-se um aumento também em ambos os períodos letivos, encontrando-se a perna numa posição mais “reta”, como mencio-nado anteriormente. No caso do swing verifica-se um valor maior no fim do ano letivo e um valor menor no início. Na termografia conclui-se o mesmo que para todos os idosos que a tem-peratura diminui de t=0 min para t=5 min e aumenta de t=5 min para t=10 min. Na eletromio-grafia concluiu-se que para o músculo G.L., no RMS não se conseguiu chegar a nenhuma con-clusão em ambos os períodos letivos, enquanto que na Área no fim do ano letivo verificou-se uma diminuição dos valores, mas no início do ano letivo não se chegou a nenhuma conclusão. 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