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Conhecimento e perceção dos profissionais de saúde sobre higienização das mãos em unidades do doente crítico

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Resumo:A necessidade de realizar uma higienização das mãos de forma correta e eficaz por forma a diminuir as Infeções Associadas aos Cuidados de Saúde e a melhorar a prestação de cuidados de excelência, representam um assunto incontestavelmente atual. Objetivo Geral: Analisar o conhecimento e a perceção dos profissionais de saúde de um Centro Hospitalar do Norte de Portugal a exercer funções em Serviços de Urgência e Unidade Cuidados Intensivos Polivalente sobre a higienização das mãos. Métodos: Estudo transversal analítico realizado numa população de 183 profissionais de saúde. Definiram-se como critérios de inclusão: disponibilidade dos profissionais a participarem neste estudo, exercer funções nos serviços de urgência e na unidade de cuidados intensivos polivalente, ser médico/enfermeiro/técnico de diagnóstico e terapêutica, a prestar cuidados à data num Centro Hospitalar do Norte de Portugal e responderem à totalidade do questionário. Após a aplicação dos critérios de inclusão obtivemos uma amostra de 88 profissionais. O período da recolha dos dados foi efetuado entre abril a julho de 2020. Como Instrumento de recolha de dados foi utilizado o questionário adaptado da Organização Mundial de Saúde, intitulado “Perceção e Conhecimentos dos profissionais de saúde sobre higiene das mãos e suas implicações na Infeção Associada aos Cuidados de Saúde”. O estudo obteve parecer favorável da comissão de ética (n.º 52/2019), tendo sido os dados tratados e introduzidos com recurso ao SPSS versão 20. Resultados: Dos 88 participantes do estudo, 70,45% (62) eram do sexo feminino, 55,68% (49) casados, a idade média foi de 35,77 ±6.74, enfermeiros 48,86% (43), trabalham há mais de 10 anos, 38,64% (34) e exercem a sua profissão no serviço de urgência 80,68% (71). Os médicos apresentaram um score de conhecimento superior (18.72%). Verificamos diferenças, estatisticamente significativas, entre o conhecimento com o sexo (p=0.041, u=587.5), o tempo de serviço (p=0.048), e o serviço (p<0.001). Os profissionais que trabalham na unidade de cuidados intensivos polivalente apresentam uma média de conhecimento maior que os do serviço de urgência (22.8/16.4). Verificamos que as mulheres possuem mais conhecimento que os homens. O conhecimento aumenta desde o momento de admissão até 5 anos de tempo de serviço e depois é gradual nos dois serviços. Relativamente à perceção observamos diferenças, estatisticamente significativas, com a profissão, os médicos da unidade de cuidados intensivos polivalente apresentam uma média de perceção do conhecimento maior, enquanto que os enfermeiros mantêm a média idêntica nos dois serviços. Observamos uma correlação positiva entre o conhecimento e a percepçao do conhecimento. Conclusão: Os profissionais de saúde que trabalham na unidade de cuidados intensivos polivalente e as mulheres têm um conhecimento maior. O conhecimento aumenta de forma gradual desde o momento que começa a trabalhar até aos 5 anos de serviço e depois começa a ser linear para os dois serviços. Sugerimos mais formação a todos os profissionais de saúde, mas com mais ênfase ao profissionais do serviço de urgência e que a formação seja ao longo do tempo de serviço. A realização de outros estudos com amostras maiores, longitudinais para a população em geral.
Autores principais:Amorim, Lúcia Filomena Macedo
Assunto:Conhecimentos Pessoal da saúde Higiene das mãos
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
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