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Epidemiologia do cancro do castanheiro. Dinâmica da distribuição espacial de Cryphonectria parasitica (Murrill) Barr.

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Summary:O cancro do castanheiro, associado ao fungo Cryphonectria parasitica (Murrill) Barr., Ascomiceta da ordem Diaporthales, é uma doença com elevada agressividade em Castanea sativa. O fungo tem ainda capacidade de causar infecção em diferentes espécies de Quercus e outras espécies florestais de folha larga, embora com menor agressividade. Em Trás-os-Montes.a doença, referenciada em C. sativa desde 1989, caracteriza-se pela existência de elevado número de focos de maior ou menor extensão e com grau variável na incidência da doença. Para que as estratégias de luta baseadas na remoção dos cancros (erradicação) atinjam os resultados pretendidos, terão que se basear no conhecimento das características biológicas, epidemiológicas e da distribuição espaço–temporal da população parasita presente nos diferentes locais onde foi introduzida. Com este trabalho pretendeu-se conhecer as características da população patogénica, os mecanismos de multiplicação e dispersão do fungo e o efeito da remoção do inóculo no desenvolvimento da doença, aspectos que foram estudados durante três anos consecutivos, em 208 castanheiros de um souto em Parada-Bragança, um dos focos iniciais do aparecimento do cancro em Portugal. A dinâmica espacial do fungo foi analisada com base em métodos de distribuição espacial de dados pontuais, nomeadamente a função K de Ripley, uma análise de segunda ordem de ampla utilização em ecologia. A análise univariada K de Ripley foi aplicada para conhecer o padrão espacial das árvores infectadas em cada data inventariada, sendo a forma bivariada empregue no estudo da interacção espacial das infecções relativamente a árvores anteriormente infectadas no souto. Verificou-se que a distribuição das árvores infectadas no período de observação não era aleatória mas sim agregada. Verificou-se ainda existir uma associação positiva entre as árvores inicialmente infectadas e aquelas que viriam posteriormente e revelar sintomas da doença.
Main Authors:Gouveia, Maria Eugénia
Other Authors:Coelho, Valentim; Azevedo, João
Subject:Castanheiro Cryphonectria parasitica Cancro do castanheiro Função K de Ripley
Year:2005
Country:Portugal
Document type:conference output
Access type:open access
Associated institution:Instituto Politécnico de Bragança
Language:Portuguese
Origin:Biblioteca Digital do IPB
Description
Summary:O cancro do castanheiro, associado ao fungo Cryphonectria parasitica (Murrill) Barr., Ascomiceta da ordem Diaporthales, é uma doença com elevada agressividade em Castanea sativa. O fungo tem ainda capacidade de causar infecção em diferentes espécies de Quercus e outras espécies florestais de folha larga, embora com menor agressividade. Em Trás-os-Montes.a doença, referenciada em C. sativa desde 1989, caracteriza-se pela existência de elevado número de focos de maior ou menor extensão e com grau variável na incidência da doença. Para que as estratégias de luta baseadas na remoção dos cancros (erradicação) atinjam os resultados pretendidos, terão que se basear no conhecimento das características biológicas, epidemiológicas e da distribuição espaço–temporal da população parasita presente nos diferentes locais onde foi introduzida. Com este trabalho pretendeu-se conhecer as características da população patogénica, os mecanismos de multiplicação e dispersão do fungo e o efeito da remoção do inóculo no desenvolvimento da doença, aspectos que foram estudados durante três anos consecutivos, em 208 castanheiros de um souto em Parada-Bragança, um dos focos iniciais do aparecimento do cancro em Portugal. A dinâmica espacial do fungo foi analisada com base em métodos de distribuição espacial de dados pontuais, nomeadamente a função K de Ripley, uma análise de segunda ordem de ampla utilização em ecologia. A análise univariada K de Ripley foi aplicada para conhecer o padrão espacial das árvores infectadas em cada data inventariada, sendo a forma bivariada empregue no estudo da interacção espacial das infecções relativamente a árvores anteriormente infectadas no souto. Verificou-se que a distribuição das árvores infectadas no período de observação não era aleatória mas sim agregada. Verificou-se ainda existir uma associação positiva entre as árvores inicialmente infectadas e aquelas que viriam posteriormente e revelar sintomas da doença.