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Estudo da resistência aos sais de caldas para injeção de alvenaria antiga

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Resumo:A injeção de caldas é um dos procedimentos de intervenção mais utilizados para reforço e reabilitação das estruturas antigas. O objetivo principal desta prática é reestabelecer a integridade estrutural, aumentando a durabilidade, continuidade e a resistência mecânica de alvenarias de pedra, tijolo ou adobe. O bom funcionamento do processo depende da escolha dos materiais utilizados para a composição da calda, da boa aderência e da compatibilidade física, mecânica e química entre calda e substrato. Além disso, como alvenarias antigas podem apresentar quantidades significativas de sais solúveis em seu interior, é importante que as caldas apresentem boa resistência química aos sais. Este trabalho teve como objetivo principal contribuir para o conhecimento referente às caldas de injeção compostas de diversos materiais e verificar o comportamento das caldas quando em contato com cloretos e sulfatos. Para isto, foram estudadas uma calda comercial pré-dosada e duas caldas à base de cal realizadas em laboratório, previamente caracterizadas em suas propriedades mecânicas e reológicas. A pesquisa consistiu no teste de diversas propriedades físicas, mecânicas e de durabilidade destas caldas e sua interação com granito. Foi efetuada uma campanha experimental envolvendo ensaios de resistência à flexão, à compressão, de capilaridade e de durabilidade com ciclos de cloretos e sulfatos em provetes compostos apenas por calda. Os ensaios de resistência aos sais foram monitorizados através de inspeções visuais, variação de massa e resistência à compressão em diferentes períodos de ensaio. Em provetes contendo calda e granito, após ensaio com ciclos de sais, foram realizados ensaios de compressão uniaxial e de aderência, além de inspeção visual e variação de massa. Todas as caldas avaliadas no presente estudo apresentaram resultados adequados em situações normais, para ensaios de resistência à flexão, à compressão e de capilaridade. A deterioração acelerada causada pelos sais cloreto e sulfato também não inviabiliza as caldas de serem utilizadas. Mesmo após os ensaios mais danosos, as caldas apresentavam resultados relativamente satisfatórios para a resistência à compressão, dentro dos limites estabelecidos, ainda que com alta variância entre elas. Ademais, verificou-se que a calda CCM demonstrava bom comportamento para resistência à compressão de cilindros e aderência entre material e pedra. As propriedades apresentavam melhor comportamento perante os sais do que quando eram analisadas isoladamente. Conclui-se que é viável a utilização de caldas a base de cal in situ ou caldas comerciais, com boa durabilidade, podendo ser utilizadas na reabilitação de edificações antigas.
Autores principais:Nakamura, Fernanda Satiko
Assunto:Caldas de injeção Durabilidade Resistência aos sais Restauro
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A injeção de caldas é um dos procedimentos de intervenção mais utilizados para reforço e reabilitação das estruturas antigas. O objetivo principal desta prática é reestabelecer a integridade estrutural, aumentando a durabilidade, continuidade e a resistência mecânica de alvenarias de pedra, tijolo ou adobe. O bom funcionamento do processo depende da escolha dos materiais utilizados para a composição da calda, da boa aderência e da compatibilidade física, mecânica e química entre calda e substrato. Além disso, como alvenarias antigas podem apresentar quantidades significativas de sais solúveis em seu interior, é importante que as caldas apresentem boa resistência química aos sais. Este trabalho teve como objetivo principal contribuir para o conhecimento referente às caldas de injeção compostas de diversos materiais e verificar o comportamento das caldas quando em contato com cloretos e sulfatos. Para isto, foram estudadas uma calda comercial pré-dosada e duas caldas à base de cal realizadas em laboratório, previamente caracterizadas em suas propriedades mecânicas e reológicas. A pesquisa consistiu no teste de diversas propriedades físicas, mecânicas e de durabilidade destas caldas e sua interação com granito. Foi efetuada uma campanha experimental envolvendo ensaios de resistência à flexão, à compressão, de capilaridade e de durabilidade com ciclos de cloretos e sulfatos em provetes compostos apenas por calda. Os ensaios de resistência aos sais foram monitorizados através de inspeções visuais, variação de massa e resistência à compressão em diferentes períodos de ensaio. Em provetes contendo calda e granito, após ensaio com ciclos de sais, foram realizados ensaios de compressão uniaxial e de aderência, além de inspeção visual e variação de massa. Todas as caldas avaliadas no presente estudo apresentaram resultados adequados em situações normais, para ensaios de resistência à flexão, à compressão e de capilaridade. A deterioração acelerada causada pelos sais cloreto e sulfato também não inviabiliza as caldas de serem utilizadas. Mesmo após os ensaios mais danosos, as caldas apresentavam resultados relativamente satisfatórios para a resistência à compressão, dentro dos limites estabelecidos, ainda que com alta variância entre elas. Ademais, verificou-se que a calda CCM demonstrava bom comportamento para resistência à compressão de cilindros e aderência entre material e pedra. As propriedades apresentavam melhor comportamento perante os sais do que quando eram analisadas isoladamente. Conclui-se que é viável a utilização de caldas a base de cal in situ ou caldas comerciais, com boa durabilidade, podendo ser utilizadas na reabilitação de edificações antigas.