Publicação
A (des)confiança face ao sistema bancário português - o caso dos habitantes da cidade de Bragança – Portugal
| Resumo: | O objetivo deste estudo foi analisar o comportamento do consumidor face ao sistema bancário português. Para o efeito, desenvolveu-se um estudo transversal, observacional e descritivo baseado numa amostra acidental constituída por 456 indivíduos que foram inquiridos através de um questionário de autopreenchimento. O questionário destinava-se à população ativa e pretendia averiguar a opinião dos portugueses em relação ao sistema bancário e à atual crise que se faz sentir em Portugal. Para além disso, visava, ainda, perceber o comportamento dos consumidores face aos produtos financeiros. A recolha de dados decorreu durante os meses de novembro e dezembro 2014 e janeiro de 2015 na cidade de Bragança. Os dados foram editados e tratados com o SPSS 22.0 (Statistical Package for Social Sciences). Calcularam-se estatísticas descritivas, nomeadamente, frequências absolutas e relativas. Pode-se afirmar que os portugueses se sentem desagradados com a situação económica e financeira portuguesa pois consideram que os rendimentos são baixos e a carga fiscal é elevada e desproporcional face ao nível de rendimento. Os resultados mostram que, com a atual crise que se sente em Portugal, os cidadãos de Bragança estão bastante preocupados. Esta situação traduz-se na redução do rendimento mensal ou no desemprego que levou à alteração de alguns hábitos do quotidiano dos inquiridos de forma a conseguirem reduzir as despesas. Segundo os inquiridos, o futuro é muito incerto pois mesmo quem tem emprego receia poder vir a perdê-lo. A educação dos filhos e o pagamento do crédito à habitação são também motivos de preocupação. Relativamente às instituições bancárias, os inquiridos consideram que o atendimento, a confiança e a simpatia são aspetos positivos. Pelo contrário, as comissões cobradas, as elevadas taxas de juro e o horário de atendimento foram identificados como aspetos negativos. |
|---|---|
| Autores principais: | Ribeiro, Maria Isabel |
| Outros Autores: | Fernandes, António; Diniz, Francisco |
| Assunto: | Consumidor Produtos financeiros Sistema bancário Crise financeira Bragança Portugal |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | O objetivo deste estudo foi analisar o comportamento do consumidor face ao sistema bancário português. Para o efeito, desenvolveu-se um estudo transversal, observacional e descritivo baseado numa amostra acidental constituída por 456 indivíduos que foram inquiridos através de um questionário de autopreenchimento. O questionário destinava-se à população ativa e pretendia averiguar a opinião dos portugueses em relação ao sistema bancário e à atual crise que se faz sentir em Portugal. Para além disso, visava, ainda, perceber o comportamento dos consumidores face aos produtos financeiros. A recolha de dados decorreu durante os meses de novembro e dezembro 2014 e janeiro de 2015 na cidade de Bragança. Os dados foram editados e tratados com o SPSS 22.0 (Statistical Package for Social Sciences). Calcularam-se estatísticas descritivas, nomeadamente, frequências absolutas e relativas. Pode-se afirmar que os portugueses se sentem desagradados com a situação económica e financeira portuguesa pois consideram que os rendimentos são baixos e a carga fiscal é elevada e desproporcional face ao nível de rendimento. Os resultados mostram que, com a atual crise que se sente em Portugal, os cidadãos de Bragança estão bastante preocupados. Esta situação traduz-se na redução do rendimento mensal ou no desemprego que levou à alteração de alguns hábitos do quotidiano dos inquiridos de forma a conseguirem reduzir as despesas. Segundo os inquiridos, o futuro é muito incerto pois mesmo quem tem emprego receia poder vir a perdê-lo. A educação dos filhos e o pagamento do crédito à habitação são também motivos de preocupação. Relativamente às instituições bancárias, os inquiridos consideram que o atendimento, a confiança e a simpatia são aspetos positivos. Pelo contrário, as comissões cobradas, as elevadas taxas de juro e o horário de atendimento foram identificados como aspetos negativos. |
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