Publicação
Relação entre autoperceção do risco de disfagia e o estado nutricional dos idosos institucionalizados
| Resumo: | Com o envelhecimento, torna-se mais comum o surgimento de diversas patologias como é o caso do comprometimento da deglutição. Esta condição está fortemente associada a um maior risco nutricional, sendo necessário ter um cuidado redobrado com idosos particularmente institucionalizados. Objetivos: Analisar a relação entre a auto perceção do risco de disfagia e o risco nutricional em idosos institucionalizados do concelho de Baião. Metodologia: Estudo de caracter observacional, transversal e analítico, realizado através de um questionário dividido em várias secções: dados sociodemográficos, avaliação da auto perceção do risco de disfagia (EAT-10) e avaliação do risco nutricional (MNA). A amostra foi por conveniência, com um total de 36 indivíduos, com idade compreendida entre os 65 e os 90 anos, sendo a média de idades de 80,1. Os dados foram analisados com recurso ao software IBM SPSS Statistic 30, sendo utilizado o teste de Spearman para avaliar a relação entre a auto perceção do risco de disfagia e o risco nutricional em idosos institucionalizados, considerando um nível de significância de 5% (α = 0,05). Resultados: Neste estudo os indivíduos eram maioritariamente do sexo feminino (77,8%), institucionalizados no Lar São Bartolomeu (61,1%) e no Lar de Santa Marinha do Zêzere (38,9%). Cerca de 91,7% dos idosos não demostraram autoperceção do risco de disfagia. Em relação ao estado nutricional, 63,9% estavam em risco de desnutrição. Não houve associação estatisticamente significativa entre a autoperceção do risco de disfagia e o risco nutricional (p = 0,920). Discussão: Os dados sugerem que, nesta amostra, a autoperceção do risco de disfagia não está significativamente associada ao risco nutricional. Ainda assim, a elevada proporção de indivíduos em risco de desnutrição (63,9%) reforça a necessidade de avaliação nutricional regular. Para estudos futuros, recomenda-se uma amostra maior e mais diversa, de modo a melhorar a representatividade e a generalização dos resultados. |
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| Autores principais: | Ribeiro, Fabiana |
| Outros Autores: | Barros, Margarida; Afonso, Ligia; Fernandes, António; Pereira, Ana Maria Geraldes Rodrigues |
| Assunto: | Disfagia MNA Idosos EAT-10 |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Com o envelhecimento, torna-se mais comum o surgimento de diversas patologias como é o caso do comprometimento da deglutição. Esta condição está fortemente associada a um maior risco nutricional, sendo necessário ter um cuidado redobrado com idosos particularmente institucionalizados. Objetivos: Analisar a relação entre a auto perceção do risco de disfagia e o risco nutricional em idosos institucionalizados do concelho de Baião. Metodologia: Estudo de caracter observacional, transversal e analítico, realizado através de um questionário dividido em várias secções: dados sociodemográficos, avaliação da auto perceção do risco de disfagia (EAT-10) e avaliação do risco nutricional (MNA). A amostra foi por conveniência, com um total de 36 indivíduos, com idade compreendida entre os 65 e os 90 anos, sendo a média de idades de 80,1. Os dados foram analisados com recurso ao software IBM SPSS Statistic 30, sendo utilizado o teste de Spearman para avaliar a relação entre a auto perceção do risco de disfagia e o risco nutricional em idosos institucionalizados, considerando um nível de significância de 5% (α = 0,05). Resultados: Neste estudo os indivíduos eram maioritariamente do sexo feminino (77,8%), institucionalizados no Lar São Bartolomeu (61,1%) e no Lar de Santa Marinha do Zêzere (38,9%). Cerca de 91,7% dos idosos não demostraram autoperceção do risco de disfagia. Em relação ao estado nutricional, 63,9% estavam em risco de desnutrição. Não houve associação estatisticamente significativa entre a autoperceção do risco de disfagia e o risco nutricional (p = 0,920). Discussão: Os dados sugerem que, nesta amostra, a autoperceção do risco de disfagia não está significativamente associada ao risco nutricional. Ainda assim, a elevada proporção de indivíduos em risco de desnutrição (63,9%) reforça a necessidade de avaliação nutricional regular. Para estudos futuros, recomenda-se uma amostra maior e mais diversa, de modo a melhorar a representatividade e a generalização dos resultados. |
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