Publicação
O uso das forragens hidropónicas para a alimentação de ruminantes em Angola
| Resumo: | O uso de forragens hidropónicas para a alimentação de ruminantes em Angola é uma alternativa que visa suprir a carência alimentar dos animais no período de seca. As gramíneas tropicais – as espécies dominantes nas forragens tropicais – atingem neste período teores muito baixos em proteína. Consequentemente, os animais perdem peso na época da seca comprometendo a viabilidade económica da produção animal. O estudo efetuado é uma abordagem ainda muito preliminar à produção de forragens com a técnica de hidroponia em ambiente tropical. Para tal, experimentaram-se duas espécies forrageiras em C4 de origem e uso tropical – o sorgo e o milho – num verão mediterrânico continental. O ensaio experimental foi realizado de 25 de Junho a 20 de Julho do ano 2015, no Campus de Santa Apolónia do Instituto Politécnico de Bragança. Foram consideradas três variáveis independentes: espécie de cereal (sorgo e milho); fertilização [N0, N1 solução a 100 ppm de N, N2 a 200 ppm de N, e NPK a 100 ppm de N, P2O5 e K2O); e data de corte (1º corte aos 13 dias e o 2º corte aos 25 dias após a sementeira). As variáveis dependentes foram: a produção de matéria seca, a matéria orgânica, a proteína bruta, as fibras em detergente ácido (ADF) e neutro (NDF), lenhina (ADL) e a celulose. O estudo estatístico dos dados foi realizado de forma independente para cada corte. Os dados foram explorados com Análise de Variância complementada com testes de Tukey. Concluiu-se que o uso de plásticos é inapropriado. O milho é mais produtivo do que o sorgo, facto patente no 1º corte (2,85 kg/m2 no milho e 2,42 kg/m2 no sorgo). A comparação da produção de MS (no 2º corte) e da PB (1º e 2º cortes) entre espécies foi afetada por erros experimentais (estragos por ratos). A fertilização não teve efeito na produção de MS. A PB (espécie a espécie) respondeu à fertilização azotada quer no 1º corte quer no 2º corte: quanto mais azoto maior a PB. A inclusão de potássio e fósforo na solução fertilizante não teve qualquer efeito. No 2º corte, no milho e no sorgo, a diferença da PB entre a testemunha e o tratamento N2 atingiu, respetivamente, 3 e 4,7 pontos percentuais. O valor de 14,7% de PB atingido no sorgo é um valor muito alto que atesta a qualidade da forragem produzida. Aparentemente, a maior parte do azoto bioassimilável introduzido no sistema foi consumido pelas bactérias que decompunham o substrato (palha), e não pelas plantas. Portanto, a técnica de hidroponia faz simultaneamente, a conversão da semente em biomassa de grande valia nutricional, e valoriza palhas, que nos trópicos são um alimento de particular má qualidade (muito baixa proteína bruta). Algumas das variáveis bromatológicas como a MO, a NDF (com e sem cinza) e a ADL nos 1º e 2º cortes, e a ADF e a Celulose no 2º corte estão relacionadas com a morfologia da semente do sorgo e do milho. |
|---|---|
| Autores principais: | Manuel, Florindo Fortuna |
| Assunto: | Forragens hidropónicas Ruminantes Bromatologia Proteína bruta Angola Agricultura tropical |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
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