Publicação
Caracterização química, bioatividade e toxicidade de algumas plantas da europa: avaliação da aplicabilidade no desenvolvimento de um produto industrial
| Resumo: | Frente a um mercado consumidor cada vez mais preocupado com a saúde e efeitos deletérios de aditivos químicos, as plantas vem sendo objetos de estudo por suas propriedades bioativas, funcionais e terapêuticas diretamente associadas aos seus fitoconstituintes, em especial os compostos fenólicos. Nesta perspetiva, o presente estudo teve como objetivo avaliar os perfis de compostos fenólicos, as bioatividades e a toxicidade in vivo dos extratos obtidos por maceração utilizando como solvente etanol:água (80:20; v/v) de espécies vegetais da flora Europeia, nomeadamente Calendula officinalis L., Calluna vulgaris (L.) Hull, Cytisus scoparius (L.) Link, Hippophae rhamnoides L., Juglans regia L., Mentha cervina L., Populus nigra L., Rubus fruticosus L., Rubus idaeus L., Sambucus nigra L. e Vitis vinifera L., visando a valorização de recursos naturais em potenciais aplicações para as indústrias alimentícia, cosmética e/ou farmacêutica. O perfil de compostos fenólicos foi determinado por HPLC-DAD-ESI-MS/MS, sendo identificados ácidos fenólicos, a exemplo de derivados do ácido cafeico, assim como elagitaninos, flavonóis e flavonas. O total de compostos fenólicos em cada amostra foi de 130 mg/g (C. scoparius), 123 mg/g (H. rhamnoides), 106 mg/g (S. nigra), 100 mg/g (R. idaeus), 96 mg/g (J. regia), 80 mg/g (C. vulgaris), 82 mg/g (R. fruticosus), 78 mg/g (M. cervina), 29,3 mg/g (P. nigra), 21,0 mg/g (C. officinalis), 16,0 mg/g (V. vinifera) de extrato seco. No que diz respeito às bioatividades, as diferentes espécies, em geral demonstraram potencial antioxidante nas metodologias utilizadas, nomeadamente, inibição da peroxidação lipídica por espécies reativas do ácido tiobarbitúrico (TBARS), captura do radical 2,2-difenil-1-picrilhidrazil (DPPH) e inibição da hemólise oxidativa (OxHLIA). Em relação a atividade antimicrobiana, todos os extratos apresentaram alguma atividade sobre os fungos e bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, em especial H. rhamnoides com valores de concentração inibitória mínima (CIM) menores que 2,5 mg/mL para a maioria das bactérias de contaminação de produtos alimentares e cosméticos testadas. Na avaliação da toxicidade in vitro em linhas celulares tumorais (AGS: adenocarcinoma gástrico; CaCo-2: adenocarcinoma colorrectal; MCF-7: adenocarcinoma de mama) e não tumorais (VERO: rim de macaco; PLP2: fígado de porco), o extrato da P. nigra apresentou maior atividade citotóxica com valores de CI50 entre 51 e 85 μg/mL enquanto os extratos da S. nigra e V. vinifera evidenciaram pouca ou nenhuma atividade na concentração máxima testada (400 μg/mL). Os resultados de toxicidade in vivo em microcrustáceos Artemia salina sugerem potencial de baixa toxicidade para os extratos, com LC50 > 400 mg/L. Desta forma, foi demonstrado que esses extratos podem ser ingredientes promissores para aplicações industriais e em oportunidades de inovação devido à riqueza no conteúdo e na expressão de propriedades bioativas, agregando valor para a cadeia produtiva. |
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| Autores principais: | Deus, Breno Martins de |
| Assunto: | Compostos fenólicos Bioatividades Atividade antioxidante Atividade antimicrobiana Toxicidade in vitro Toxicidade in vivo Artemia salina Flora europeia Potencial de desenvolvimento de produto |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Frente a um mercado consumidor cada vez mais preocupado com a saúde e efeitos deletérios de aditivos químicos, as plantas vem sendo objetos de estudo por suas propriedades bioativas, funcionais e terapêuticas diretamente associadas aos seus fitoconstituintes, em especial os compostos fenólicos. Nesta perspetiva, o presente estudo teve como objetivo avaliar os perfis de compostos fenólicos, as bioatividades e a toxicidade in vivo dos extratos obtidos por maceração utilizando como solvente etanol:água (80:20; v/v) de espécies vegetais da flora Europeia, nomeadamente Calendula officinalis L., Calluna vulgaris (L.) Hull, Cytisus scoparius (L.) Link, Hippophae rhamnoides L., Juglans regia L., Mentha cervina L., Populus nigra L., Rubus fruticosus L., Rubus idaeus L., Sambucus nigra L. e Vitis vinifera L., visando a valorização de recursos naturais em potenciais aplicações para as indústrias alimentícia, cosmética e/ou farmacêutica. O perfil de compostos fenólicos foi determinado por HPLC-DAD-ESI-MS/MS, sendo identificados ácidos fenólicos, a exemplo de derivados do ácido cafeico, assim como elagitaninos, flavonóis e flavonas. O total de compostos fenólicos em cada amostra foi de 130 mg/g (C. scoparius), 123 mg/g (H. rhamnoides), 106 mg/g (S. nigra), 100 mg/g (R. idaeus), 96 mg/g (J. regia), 80 mg/g (C. vulgaris), 82 mg/g (R. fruticosus), 78 mg/g (M. cervina), 29,3 mg/g (P. nigra), 21,0 mg/g (C. officinalis), 16,0 mg/g (V. vinifera) de extrato seco. No que diz respeito às bioatividades, as diferentes espécies, em geral demonstraram potencial antioxidante nas metodologias utilizadas, nomeadamente, inibição da peroxidação lipídica por espécies reativas do ácido tiobarbitúrico (TBARS), captura do radical 2,2-difenil-1-picrilhidrazil (DPPH) e inibição da hemólise oxidativa (OxHLIA). Em relação a atividade antimicrobiana, todos os extratos apresentaram alguma atividade sobre os fungos e bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, em especial H. rhamnoides com valores de concentração inibitória mínima (CIM) menores que 2,5 mg/mL para a maioria das bactérias de contaminação de produtos alimentares e cosméticos testadas. Na avaliação da toxicidade in vitro em linhas celulares tumorais (AGS: adenocarcinoma gástrico; CaCo-2: adenocarcinoma colorrectal; MCF-7: adenocarcinoma de mama) e não tumorais (VERO: rim de macaco; PLP2: fígado de porco), o extrato da P. nigra apresentou maior atividade citotóxica com valores de CI50 entre 51 e 85 μg/mL enquanto os extratos da S. nigra e V. vinifera evidenciaram pouca ou nenhuma atividade na concentração máxima testada (400 μg/mL). Os resultados de toxicidade in vivo em microcrustáceos Artemia salina sugerem potencial de baixa toxicidade para os extratos, com LC50 > 400 mg/L. Desta forma, foi demonstrado que esses extratos podem ser ingredientes promissores para aplicações industriais e em oportunidades de inovação devido à riqueza no conteúdo e na expressão de propriedades bioativas, agregando valor para a cadeia produtiva. |
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