| Resumo: | Os sirfídeos desempenham um papel importante no controlo biológico de pragas em diversos ecossistemas. No olival, as larvas são particularmente importantes como predadores naturais de Euphyllura olivina Costa (algodão-da-oliveira). Neste contexto, é fundamental a existência de um complexo paisagístico enriquecido em infra-estruturas ecológicas (polén, néctar, meladas ou presas alternativas) para favorecer uma maior abundância destes inimigos naturais. O conhecimento do efeito das diversas plantas que ocorrem no olival na condição fisiológica dos sirfídeos constitui uma ferramenta de decisão quanto à implementação de uma estratégia de luta biológica de conservação no olival. Com este trabalho pretendeu-se estudar o efeito de quatro espécies de plantas da família das Brassicaceae (Brassica barrelieri L., Bunias erucago L., Raphanus raphanistrum L. e Hirschfeldia incana (L.) Lagr.-Foss.) na sobrevivência, crescimento e teores de nutrientes corporais de Episyrphus balteatus (De Geer) (Díptera: Syrphidae). Assim, os indivíduos recém-emergidos (<12 horas) foram alimentados com um ramo composto por 6 inflorescências e cada espécie de planta foi fornecida de forma isolada e renovada diariamente. Para cada modalidade formaram-se 25 casais e o controlo consistiu no fornecimento de água, que era também adicionada a cada casal alimentado com cada planta. Este estudo decorreu em sala de criação com condições controladas de temperatura de 21 "C, humidade de 60-70% e fotoperíodo de 16:8 h luz:escuridão. Para cada indivíduo, foi avaliada a sobrevivência, o crescimento (através da medição do comprimento das asas) e o teor de nutrientes corporais (através da quantificação dos teores de frutose, outros açúcares, glicogénio e lípidos). Os resultados indicam que planta mais eficiente em termos de sobrevivência (em dias) foi Raphanus raphanistrum L. com uma sobrevivência média de 3,9 dias, seguida de Brassica barre/ieri L. com 3,4 dias. Pelo contrário, os indivíduos dos ensaios com Bunias erucago L. apresentaram menor sobrevivênci<3 quando comparada com as outras plantas. No controlo, a sobrevivência média dos indivíduos foi de 1,5 dias. Este estudo permitiu observar um aumento da sobrevivência e condição fisiológica dos sirfídeos quando alimentados com plantas da família Brassicaceae. |