Publicação
Contributos para o planeamento integrado da utilização das Serras do Marão e Aboboreira, Amarante
| Resumo: | De um modo geral, a sociedade reconhece a importância da floresta e da natureza. Embora nas últimas décadas se tenha assistido ao seu despovoamento e à desvalorização da ruralidade, a beleza e a riqueza das serras permanece para além das diversas alterações sofridas. Nos últimos tempos tem-se verificado uma procura, cada vez maior, pelo interior e pelas serras pelo descanso, pela prática de desporto ou apenas pela fruição da sua beleza natural e de todos os recursos endógenos e naturais que esses espaços oferecem. Nesse sentido as Serras do Marão e Aboboreira, ricas em deslumbrantes paisagens, histórias e tradições são um espaço atrativo, ímpar e que merece ser conhecido, visitado, cuidado e preservado. Com o presente trabalho pretende-se elaborar um instrumento que sirva de base para um planeamento integrado das Serras do Marão e Aboboreira tornando-as um destino turístico, de preferência, sem perder a sua essência mas aproveitando suas especificidades. A área de estudo inclui as freguesias de Ansiães, Candemil, Fridão, Rebordelo, Gouveia (S. Simão), UF de Aboadela, Sanche e Várzea, UF de Bustelo, Carneiro e Carvalho de Rei e UF de Olo e Canadelo do Concelho de Amarante. Trata-se de uma zona heterogénea, quer em termos de relevo quer de paisagem. Para conseguir alcançar o objetivo pretendido, começamos por determinar a área de estudo e caracterizá-la. Elaboraram-se de seguida várias cartas de apoio à decisão que permitiram fazer o zonamento das Serras de forma a definir as melhores zonas de fruição e as atividades melhor adaptadas a cada local, bem como as áreas prioritárias para arborização. Elaboraram-se também cartas de fruição e valorização da serra para que quem a procura saiba o que encontrar e onde. Os resultados obtidos permitiram um conhecimento mais profundo do Complexo Marão-Aboboreira, e a definição de algumas atividades e ações que poderão integrar um plano estratégico para o território. Com os mapas finais percebeu-se toda a dinâmica da Contributos para o planeamento integrado da utilização das Serras do Marão e Aboboreira, Amarante área e concretizaram-se propostas para implementação de novos trilhos, melhoria de infraestruturas e de serviço, bem como as zonas onde a biodiversidade pode ser o fator mais importante ajudando na definição de zonas de proteção ou de produção. |
|---|---|
| Autores principais: | Cardoso, Mafalda Maria da Cunha Alves |
| Assunto: | Natureza Tourism Forest Planning Fruition |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | De um modo geral, a sociedade reconhece a importância da floresta e da natureza. Embora nas últimas décadas se tenha assistido ao seu despovoamento e à desvalorização da ruralidade, a beleza e a riqueza das serras permanece para além das diversas alterações sofridas. Nos últimos tempos tem-se verificado uma procura, cada vez maior, pelo interior e pelas serras pelo descanso, pela prática de desporto ou apenas pela fruição da sua beleza natural e de todos os recursos endógenos e naturais que esses espaços oferecem. Nesse sentido as Serras do Marão e Aboboreira, ricas em deslumbrantes paisagens, histórias e tradições são um espaço atrativo, ímpar e que merece ser conhecido, visitado, cuidado e preservado. Com o presente trabalho pretende-se elaborar um instrumento que sirva de base para um planeamento integrado das Serras do Marão e Aboboreira tornando-as um destino turístico, de preferência, sem perder a sua essência mas aproveitando suas especificidades. A área de estudo inclui as freguesias de Ansiães, Candemil, Fridão, Rebordelo, Gouveia (S. Simão), UF de Aboadela, Sanche e Várzea, UF de Bustelo, Carneiro e Carvalho de Rei e UF de Olo e Canadelo do Concelho de Amarante. Trata-se de uma zona heterogénea, quer em termos de relevo quer de paisagem. Para conseguir alcançar o objetivo pretendido, começamos por determinar a área de estudo e caracterizá-la. Elaboraram-se de seguida várias cartas de apoio à decisão que permitiram fazer o zonamento das Serras de forma a definir as melhores zonas de fruição e as atividades melhor adaptadas a cada local, bem como as áreas prioritárias para arborização. Elaboraram-se também cartas de fruição e valorização da serra para que quem a procura saiba o que encontrar e onde. Os resultados obtidos permitiram um conhecimento mais profundo do Complexo Marão-Aboboreira, e a definição de algumas atividades e ações que poderão integrar um plano estratégico para o território. Com os mapas finais percebeu-se toda a dinâmica da Contributos para o planeamento integrado da utilização das Serras do Marão e Aboboreira, Amarante área e concretizaram-se propostas para implementação de novos trilhos, melhoria de infraestruturas e de serviço, bem como as zonas onde a biodiversidade pode ser o fator mais importante ajudando na definição de zonas de proteção ou de produção. |
|---|