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Predição da gordura corporal em adolescentes: validade dos métodos massa de gordura relativa, índice de adiposidade corporal e índice de gordura corporal

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Resumo:O sobrepeso e obesidade na infância e adolescência são fatores de risco para a obesidade na vida adulta, bem como doenças cardiovasculares, metabólicas e alguns tipos de cancro. Assim, métodos práticos para predição da gordura corporal (GC) são necessários para o diagnóstico, tratamento e controle do sobrepeso e obesidade de forma precoce. Objetivo: verificar a validade dos métodos antropométricos índice de adiposidade corporal (IAC), massa de gordura relativa (MGR) e índice de gordura corporal (IGC) para predição da GC em adolescentes. Métodos: foi realizado um estudo transversal com 420 adolescentes brasileiros (rapazes e raparigas) de 15 a 19 anos de idade, divididos em quatro subgrupos, sendo dois por idade (<18 anos; ≥18 anos) e dois por sexo (masculino e feminino). Foram recolhidas as medidas antropométricas estatura, massa corporal, perímetro do quadril e perímetro da cintura, que permitiram calcular as seguintes equações: 1) IAC= PQ (cm) / estatura (m1,5) – 18; 2), MGR= 64 – [20 × (Estatura (m) / PC (m))] + (12 × sexo); 3) IGC= –28,294 + (3,740 × x1) – (0,074 × x2) + (11,303 × x3) – (0,169 × estatura (cm)) + (0,079 × MC) + (0,671 × PC). Posteriormente, foi medida a %GC pela absorciometria por dupla emissão de raios X (DXA), adotada como método referência. Na análise estatística dos dados, foi realizado o teste de correlação de pearson e teste t pareado entre a %GC obtida pelas equações e pela DXA. Na validação dos métodos, foi definido que deveriam ser atendidos dois critérios: 68% de indivíduos dentro de uma faixa aceitável de erro de ± 3,5% de GC e índice Kappa de Cohen ≥ 0,61. Adicionalmente, foi realizada a análise gráfica de Bland-Altman. Resultados: todos os métodos mostraram alta correlação com a DXA. Para o índice Kappa, apenas a MGR atingiu o critério amostra total (0,67) e na amostra <18 anos (0,68). Nenhum dos métodos alcançou o critério de 68% da amostra dentro da faixa de erro de ± 3,5% de GC. Conclusão: as equações MGR, IAC e IGC não foram válidas para predição da GC na amostra estudada conforme os critérios adotados independentemente do fator sexo ou idade.
Autores principais:Encarnação, Irismar Gonçalves
Assunto:Adolescentes Antropometria Gordura corporal Composição corporal
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:O sobrepeso e obesidade na infância e adolescência são fatores de risco para a obesidade na vida adulta, bem como doenças cardiovasculares, metabólicas e alguns tipos de cancro. Assim, métodos práticos para predição da gordura corporal (GC) são necessários para o diagnóstico, tratamento e controle do sobrepeso e obesidade de forma precoce. Objetivo: verificar a validade dos métodos antropométricos índice de adiposidade corporal (IAC), massa de gordura relativa (MGR) e índice de gordura corporal (IGC) para predição da GC em adolescentes. Métodos: foi realizado um estudo transversal com 420 adolescentes brasileiros (rapazes e raparigas) de 15 a 19 anos de idade, divididos em quatro subgrupos, sendo dois por idade (<18 anos; ≥18 anos) e dois por sexo (masculino e feminino). Foram recolhidas as medidas antropométricas estatura, massa corporal, perímetro do quadril e perímetro da cintura, que permitiram calcular as seguintes equações: 1) IAC= PQ (cm) / estatura (m1,5) – 18; 2), MGR= 64 – [20 × (Estatura (m) / PC (m))] + (12 × sexo); 3) IGC= –28,294 + (3,740 × x1) – (0,074 × x2) + (11,303 × x3) – (0,169 × estatura (cm)) + (0,079 × MC) + (0,671 × PC). Posteriormente, foi medida a %GC pela absorciometria por dupla emissão de raios X (DXA), adotada como método referência. Na análise estatística dos dados, foi realizado o teste de correlação de pearson e teste t pareado entre a %GC obtida pelas equações e pela DXA. Na validação dos métodos, foi definido que deveriam ser atendidos dois critérios: 68% de indivíduos dentro de uma faixa aceitável de erro de ± 3,5% de GC e índice Kappa de Cohen ≥ 0,61. Adicionalmente, foi realizada a análise gráfica de Bland-Altman. Resultados: todos os métodos mostraram alta correlação com a DXA. Para o índice Kappa, apenas a MGR atingiu o critério amostra total (0,67) e na amostra <18 anos (0,68). Nenhum dos métodos alcançou o critério de 68% da amostra dentro da faixa de erro de ± 3,5% de GC. Conclusão: as equações MGR, IAC e IGC não foram válidas para predição da GC na amostra estudada conforme os critérios adotados independentemente do fator sexo ou idade.