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Análise da durabilidade da reação ao fogo da madeira e painéis derivados de madeira

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Resumo:A segurança contra incêndio é um assunto de grande relevância no setor da construção, a qual deve-se aplicar desde o projeto até a manutenção da vida útil das obras. Para conciliar um bom desempenho ao fogo, ou seja, menor contribuição ao sinistro, e um bom comportamento sustentável, o estudo sobre a reação ao fogo da madeira e seus painéis derivados tem ampliado, assim como o de tintas e vernizes ignífugas para esses materiais. Entretanto, ainda é preciso conhecer a durabilidade da reação ao fogo da madeira e painéis derivados de madeira, com ou sem retardantes. Em decorrência disso, este trabalho tem por objetivo analisar a durabilidade da reação ao fogo da Madeira Laminada Colada (Glulam) e Madeira Laminada Colada Cruzada (CLT), como representantes de madeira sólida, e do painel de Oriented Strand Board (OSB), como exemplo de painéis derivados de madeira, aplicados em ambientes internos. Também tem por objetivo avaliar a reação ao fogo dos mesmos materiais com o tratamento de um verniz ignífugo. Para análise da durabilidade, foi realizado o Envelhecimento Artificial das amostras, o qual foi adotado a partir de modelos estatísticos do Design of Experiments, com o Método Fracionado Fatorial, onde definiu-se como base três fatores de degradação da madeira: temperatura, umidade relativa e tempo. Para cada fator foram definidos três níveis de atuação, 21,1 [°C], 32,2 [°C] e 87,8 [°C] para temperatura, 20%, 50% e 90% de umidade relativa e 7, 14 e 21 dias de exposição. A partir do método fracionado fatorial, chegou-se a nove combinações entre os fatores e níveis, das quais foram executadas três. Para correlacionar a umidade relativa do ar com o teor de umidade do material, a priori foi realizado o teste de secagem de acordo com a norma EN 322/1993. Em paralelo, três amostras de cada material foram aplicadas 1 [mm] de espessura de verniz ignífugo. Por fim, nas amostras envelhecidas e nas amostras com retardante foram realizados o Teste de Calorímetro de Cone, de acordo com a ISO 5660, para avaliar sua reação ao fogo. Para comparação, amostras não envelhecidas e sem retardantes também foram submetidas ao mesmo teste. Os parâmetros de reação ao fogo analisados foram Taxa de Libertação de Calor (HRR), Calor Total Libertado (THR), Perda de Massa (ML) e Tempo de Ignição (Ti) das amostras. Pode-se então concluir que, o comportamento ao fogo da madeira Glulam com retardante teve maior HRR, e menor THR em relação ao material sem o tratamento. Em seguida o CLT com retardante apresentou, em geral, maior pico de HRR, porém menor THR. E o OSB com retardante, em geral, demonstrou um comportamento similar ao OSB sem retardante. No caso dos materiais com Envelhecimento Acelerado, em geral, apresentaram menor HRR e THR em relação as amostras sem envelhecimento, com exceção do OSB que teve um acréscimo no HRR das amostras envelhecidas.
Autores principais:França, Lídia Ana Araújo de
Assunto:Segurança contra incêndio Madeira Glulam CLT OSB Envelhecimento acelerado Modelo de previsão Reação ao fogo Calorímetro de cone
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB

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