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Interações vegetação-solo em ecossistemas florestais no N. de Portugal: natureza dos horizontes orgânicos e implicações no solo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Apresentam-se os resultados mais relevantes de um estudo sobre as interacções vegetação-solo em ecossistemas florestais no N. de Portugal, concretamente no que se refere à composição da folhada produzida nesses ecossistemas, sua evolução nos sub-horizontes orgânicos e comparação com a natureza dos solos desenvolvidos nos mesmos ecossistemas. Estudaram-se os horizontes orgânicos desenvolvidos sob quatro espécies florestais - P. pinaster (PP), P. nigra (PN), P. menziesii (PM) e C. sativa (CS) em povoamentos com idades entre 56 e 60 anos, instalados em áreas adjacentes com condições edafo-climáticas idênticas. Em cada povoamento foram seleccionados, de forma aleatória, 15 locais recolhido o material orgânico numa área de 0,5m2 por local e cada amostra subdividida, segundo os critérios morfológicos nas camadas L, F e H. Nas duas primeiras camadas os resíduos orgânicos foram separados em agulhas ou folhas, pinhas ou ouriços e ramos. Quantificaram-se os resíduos orgânicos acumulados no solo por camada e por hectare e as concentrações em C, N, P, K, Ca, Mg e S nas diferentes sub-amostras. Os resultados mostram que a acumulação de resíduos no solo é mais elevada nas resinosas (PP, PN e PM) do que na folhosa (CS), sendo a perda de peso anual a causa responsável por estas diferenças. Da camada L para H, isto é, no decurso do processo mineralização/humificação, ocorre um incremento nas concentrações em elementos minerais, o que evidência a imobilização temporária dos bioelementos, observando-se em regra uma maior riqueza nesses elementos nas agulhas ou folhas. Globalmente, as concentrações de elementos minerais das espécies PM e CS são mais elevadas e idênticas entre si, afastando-se das concentrações nos mesmos elementos das espécies PP e PN que tendem a ser menores e idênticas. Estes resultados estão muito relacionados com a natureza da camada superficial dos solos sob coberto das mesmas espécies - mais ricos em bases e com valor de pH mais elevado em CS e PM, contrariamente aos desenvolvidos sob PN e PP.
Autores principais:Fonseca, Felícia
Outros Autores:Martins, Afonso
Assunto:Solos florestais Espécies florestais Horizontes orgânicos
Ano:1999
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Apresentam-se os resultados mais relevantes de um estudo sobre as interacções vegetação-solo em ecossistemas florestais no N. de Portugal, concretamente no que se refere à composição da folhada produzida nesses ecossistemas, sua evolução nos sub-horizontes orgânicos e comparação com a natureza dos solos desenvolvidos nos mesmos ecossistemas. Estudaram-se os horizontes orgânicos desenvolvidos sob quatro espécies florestais - P. pinaster (PP), P. nigra (PN), P. menziesii (PM) e C. sativa (CS) em povoamentos com idades entre 56 e 60 anos, instalados em áreas adjacentes com condições edafo-climáticas idênticas. Em cada povoamento foram seleccionados, de forma aleatória, 15 locais recolhido o material orgânico numa área de 0,5m2 por local e cada amostra subdividida, segundo os critérios morfológicos nas camadas L, F e H. Nas duas primeiras camadas os resíduos orgânicos foram separados em agulhas ou folhas, pinhas ou ouriços e ramos. Quantificaram-se os resíduos orgânicos acumulados no solo por camada e por hectare e as concentrações em C, N, P, K, Ca, Mg e S nas diferentes sub-amostras. Os resultados mostram que a acumulação de resíduos no solo é mais elevada nas resinosas (PP, PN e PM) do que na folhosa (CS), sendo a perda de peso anual a causa responsável por estas diferenças. Da camada L para H, isto é, no decurso do processo mineralização/humificação, ocorre um incremento nas concentrações em elementos minerais, o que evidência a imobilização temporária dos bioelementos, observando-se em regra uma maior riqueza nesses elementos nas agulhas ou folhas. Globalmente, as concentrações de elementos minerais das espécies PM e CS são mais elevadas e idênticas entre si, afastando-se das concentrações nos mesmos elementos das espécies PP e PN que tendem a ser menores e idênticas. Estes resultados estão muito relacionados com a natureza da camada superficial dos solos sob coberto das mesmas espécies - mais ricos em bases e com valor de pH mais elevado em CS e PM, contrariamente aos desenvolvidos sob PN e PP.