Publicação

Conhecimentos e atitudes dos consumidores sobre a rotulagem alimentar

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A rotulagem alimentar constitui um instrumento fundamental de literacia nutricional, permitindo aos consumidores realizar escolhas alimentares informadas e promover comportamentos de saúde mais adequados. Objetivos: Avaliar os conhecimentos e atitudes dos consumidores relativamente à rotulagem alimentar, bem como identificar fatores sociodemográficos associados a esses comportamentos. Metodologia: Realizou-se um estudo observacional, transversal e quantitativo, recorrendo a uma amostra não probabilística em bola de neve, composta por 224 adultos portugueses. O questionário, adaptado de Leite (2024), integrou variáveis sociodemográficas e itens sobre atitudes e conhecimentos relativos à rotulagem. A análise estatística, efetuada no IBM SPSS, incluiu procedimentos descritivos e inferenciais. Resultados: A amostra era maioritariamente feminina (73,7%), solteiros (66,5%) e com escolaridade pós-secundária (35,3%). Verificou-se que 42,9% apresentavam um nível de conhecimento considerado satisfatório. Relativamente às atitudes, 37,9% referiram ler os rótulos ocasionalmente, enquanto 51,8% afirmaram consultá-los com o objetivo de adquirir produtos mais saudáveis. No que respeita à interpretação da informação nutricional, 37,5% não relataram dificuldades na compreensão das alegações nutricionais, e 45,1% não apresentaram dificuldades na interpretação global dos rótulos. A análise inferencial revelou associações estatisticamente significativas entre o grau de escolaridade e o grau de conhecimento e a frequência de leitura dos rótulos (p = 0,026 e p < 0,001, respetivamente), bem como entre o grau de escolaridade e a intenção de adquirir produtos mais saudáveis (p = 0,011). Identificaram se ainda relações entre o grau de escolaridade e dificuldade de interpretar alegações nutricionais (p = 0,038) e informação dos rótulos (p = 0,019). Discussão: Os resultados convergem com a literatura, evidenciando que embora os consumidores reconheçam a relevância da rotulagem alimentar, a capacidade de interpretação permanece limitada, sobretudo devido a níveis reduzidos de literacia nutricional e à complexidade terminológica. Assim, reforça-se a necessidade de estratégias educativas e simplificação da comunicação nutricional, potenciando escolhas alimentares mais saudáveis e informadas.
Autores principais:Simão, Ana
Outros Autores:Brandão, Bárbara; Rei, Pedro; Fernandes, António; Pereira, Ana Maria Geraldes Rodrigues
Assunto:rotulagem alimentar conhecimentos atitudes consumidores
Ano:2026
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A rotulagem alimentar constitui um instrumento fundamental de literacia nutricional, permitindo aos consumidores realizar escolhas alimentares informadas e promover comportamentos de saúde mais adequados. Objetivos: Avaliar os conhecimentos e atitudes dos consumidores relativamente à rotulagem alimentar, bem como identificar fatores sociodemográficos associados a esses comportamentos. Metodologia: Realizou-se um estudo observacional, transversal e quantitativo, recorrendo a uma amostra não probabilística em bola de neve, composta por 224 adultos portugueses. O questionário, adaptado de Leite (2024), integrou variáveis sociodemográficas e itens sobre atitudes e conhecimentos relativos à rotulagem. A análise estatística, efetuada no IBM SPSS, incluiu procedimentos descritivos e inferenciais. Resultados: A amostra era maioritariamente feminina (73,7%), solteiros (66,5%) e com escolaridade pós-secundária (35,3%). Verificou-se que 42,9% apresentavam um nível de conhecimento considerado satisfatório. Relativamente às atitudes, 37,9% referiram ler os rótulos ocasionalmente, enquanto 51,8% afirmaram consultá-los com o objetivo de adquirir produtos mais saudáveis. No que respeita à interpretação da informação nutricional, 37,5% não relataram dificuldades na compreensão das alegações nutricionais, e 45,1% não apresentaram dificuldades na interpretação global dos rótulos. A análise inferencial revelou associações estatisticamente significativas entre o grau de escolaridade e o grau de conhecimento e a frequência de leitura dos rótulos (p = 0,026 e p < 0,001, respetivamente), bem como entre o grau de escolaridade e a intenção de adquirir produtos mais saudáveis (p = 0,011). Identificaram se ainda relações entre o grau de escolaridade e dificuldade de interpretar alegações nutricionais (p = 0,038) e informação dos rótulos (p = 0,019). Discussão: Os resultados convergem com a literatura, evidenciando que embora os consumidores reconheçam a relevância da rotulagem alimentar, a capacidade de interpretação permanece limitada, sobretudo devido a níveis reduzidos de literacia nutricional e à complexidade terminológica. Assim, reforça-se a necessidade de estratégias educativas e simplificação da comunicação nutricional, potenciando escolhas alimentares mais saudáveis e informadas.