Publicação
Insegurança alimentar de desempregados portugueses
| Resumo: | A insegurança alimentar pressupõe que, de alguma forma, a disponibilidade ou capacidade de acesso aos alimentos necessários para uma vida ativa e saudável estejam comprometidas. Trata-se de uma limitação na obtenção de alimentos por falta de recursos, como consequência de um contexto económico, social e cultural, não respeitador da dignidade humana. Objetivo: Estudar a relação entre o desemprego e o nível de insegurança alimentar nos agregados familiares em Portugal. Metodologia: Adotou-se uma metodologia de investigação quantitativa, descritiva, inferencial, transversal. Adaptou-se para português e aplicou-se o questionário “Instrumento para la medición de la inseguridad alimentaria a nivel del hogar” a 263 indivíduos desempregados nos distritos de Bragança, Vila Real, Viseu e Porto. Resultados: O nível de insegurança alimentar é 75,3% nos agregados com crianças e 63,1 % nos outros. O distrito do Porto é o que apresenta um maior nível de insegurança alimentar (86,8%), seguido pelo distrito de Bragança (73,6%). Os distritos de Vila Real (55,0%) e Viseu (55,4%) apresentam menor nível de insegurança alimentar. O tempo de desemprego está significativamente associado com a insegurança alimentar (p = 0,000), que também se associa significativamente com a idade (p = 0,000), rendimento per capita (p = 0,000) e escolaridade (p = 0,000). Conclusão: Verifica-se que os agregados familiares com crianças têm uma maior exposição à insegurança alimentar. A idade e o tempo de desemprego são diretamente proporcionais à insegurança alimentar, contrariamente ao rendimento e escolaridade que são inversamente proporcionais a esta. |
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| Autores principais: | Matos, Â. |
| Outros Autores: | Nascimento, F.; Peixoto, S.; Ferro-Lebres, Vera; Pereira, Fernando A. |
| Assunto: | Insegurança alimentar Desemprego Agregados familiares |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A insegurança alimentar pressupõe que, de alguma forma, a disponibilidade ou capacidade de acesso aos alimentos necessários para uma vida ativa e saudável estejam comprometidas. Trata-se de uma limitação na obtenção de alimentos por falta de recursos, como consequência de um contexto económico, social e cultural, não respeitador da dignidade humana. Objetivo: Estudar a relação entre o desemprego e o nível de insegurança alimentar nos agregados familiares em Portugal. Metodologia: Adotou-se uma metodologia de investigação quantitativa, descritiva, inferencial, transversal. Adaptou-se para português e aplicou-se o questionário “Instrumento para la medición de la inseguridad alimentaria a nivel del hogar” a 263 indivíduos desempregados nos distritos de Bragança, Vila Real, Viseu e Porto. Resultados: O nível de insegurança alimentar é 75,3% nos agregados com crianças e 63,1 % nos outros. O distrito do Porto é o que apresenta um maior nível de insegurança alimentar (86,8%), seguido pelo distrito de Bragança (73,6%). Os distritos de Vila Real (55,0%) e Viseu (55,4%) apresentam menor nível de insegurança alimentar. O tempo de desemprego está significativamente associado com a insegurança alimentar (p = 0,000), que também se associa significativamente com a idade (p = 0,000), rendimento per capita (p = 0,000) e escolaridade (p = 0,000). Conclusão: Verifica-se que os agregados familiares com crianças têm uma maior exposição à insegurança alimentar. A idade e o tempo de desemprego são diretamente proporcionais à insegurança alimentar, contrariamente ao rendimento e escolaridade que são inversamente proporcionais a esta. |
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