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Impacto dos efeitos adversos dos antidiabéticos orais na adesão à terapêutica e qualidade de vida na Diabetes Mellitus tipo 2

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Summary:O mundo está em constante e rápido avanço, já não são as doenças infectocontagiosas que nos assustam, mas sim as doenças crónicas. Vivemos mais tempo e por isso somos confrontados com outros desafios. As “epidemias” do século XXI são as patologias crónicas das quais a Diabetes Mellitus ocupa um lugar de destaque. A diabetes é um distúrbio metabólico que arrasta consigo muitas comorbilidades, complicações microvasculares e macrovasculares. A sua prevalência em 2015 era de 13.3% o que corresponde a 1 milhão de portugueses diagnosticados, mas as previsões são para um grande aumento. As várias opções terapêuticas atualmente disponíveis, das quais se destacam os inibidores da DPP-4 e da SGLT-2, têm demonstrado serem eficazes no controlo dos níveis de glicémia e de HbA1. No entanto apresentam efeitos secundários que podem comprometer a adesão á terapêutica por parte dos utentes. O cumprimento da terapêutica é essencial para otimização e controlo das patologias crónicas e, de facto, este é o maior problema que enfrentamos nos dias de hoje. O impacto que os regimes terapêuticos apresentam na qualidade de vida dos utentes é um fator determinante para a adesão á terapêutica. O objetivo deste estudo é avaliar o impacto dos efeitos adversos dos medicamentos antidiabéticos orais na qualidade de vida dos utentes e adesão á terapêutica. O estudo observacional de coorte transversal, descritivo e correlacional decorreu em várias farmácias comunitárias, sendo a recolha de dados efetuada através de um questionário previamente validado a 65 pacientes diabéticos tipo 2 que estivessem a realizar um ou mais destes fármacos. Através dos resultados podemos verificar que os eventos adversos que mais tem impacto na qualidade de vida dos utentes são “Desconforto na zona genital”, “Boca seca” e os eventos gastrointestinais como a “Distensão abdominal”, a “Flatulência” e “Obstipação” e que estes têm um impacto negativo na satisfação do utente em relação a terapêutica imposta e na adesão á mesma. A maioria dos utentes revelou aderir á terapêutica. Um maior descontentamento em relação ao plano terapêutico significa uma menor taxa de adesão e uma menor perceção da sua qualidade de vida. Os utentes que para além da diabetes têm outras patologias apresentavam menor adesão á terapêutica e uma perceção da qualidade de vida mais baixa. Com este estudo podemos concluir que as classes de fármacos inibidores da DPP-4 e da SGLT-2 apresentam eventos adversos e que estes têm tem um impacto negativo na adesão á terapêutica e na qualidade de vida. A presença de eventos adversos, o tipo de medicação e o esquema terapêutico imposto são fatores que influenciam a qualidade de vida dos utentes especialmente os mais idosos polimedicados, que apresentam outras patologias para além da Diabetes. Um maior envolvimento e conhecimento do paciente em relação a sua patologia, regimes terapêuticos mais simples e adaptados são medidas para melhorar a adesão á terapêutica e a perceção de qualidade de vida.
Main Authors:Almeida, Carina Isabel Ferreira de
Subject:Diabetes Mellitus Inibidores da DPP-4 Inibidores da SGLT2 Eventos adversos Cooperação e Adesão ao Tratamento Qualidade de vida
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