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A esfera pública também sente? Sobre emoções e discurso cívico na era digital

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O ponto de partida deste artigo é a crescente atenção hoje dada ao afeto e às emoções enquanto dimensões incontornáveis do ponto de vista da participação cívica, particularmente no contexto dos media online e sociais – e as consequências que esta atenção traz à noção de esfera pública. Parte da identificação de algumas das dificuldades intrínsecas à ideia clássica de esfera pública, sobretudo as que resultam da sua estruturação estrita a partir do racionalismo discursivo. Aprecia a estrutura dos media e o modo como essa estrutura acolhe formas de expressividade da conversação pública. Descreve a transformação do ethos associado às formas de discursividade, e a inclusão, com um estatuto renovado, de caraterísticas como o afeto ou as emoções. Enuncia algumas das ambivalências associadas à presença das emoções na esfera pública, e, de um modo mais específico, no jornalismo, e o modo como dessas ambivalências decorre um olhar renovado sobre as oportunidades de participação cívica e, igualmente, sobre os perigos que ameaçam a discursividade pública.
Autores principais:Ferreira, Gil
Assunto:Esfera pública discursividade emoções media sociais Public sphere discursiveness emotions social media
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Coimbra
Idioma:português
Origem:Instituto Politécnico de Coimbra
Descrição
Resumo:O ponto de partida deste artigo é a crescente atenção hoje dada ao afeto e às emoções enquanto dimensões incontornáveis do ponto de vista da participação cívica, particularmente no contexto dos media online e sociais – e as consequências que esta atenção traz à noção de esfera pública. Parte da identificação de algumas das dificuldades intrínsecas à ideia clássica de esfera pública, sobretudo as que resultam da sua estruturação estrita a partir do racionalismo discursivo. Aprecia a estrutura dos media e o modo como essa estrutura acolhe formas de expressividade da conversação pública. Descreve a transformação do ethos associado às formas de discursividade, e a inclusão, com um estatuto renovado, de caraterísticas como o afeto ou as emoções. Enuncia algumas das ambivalências associadas à presença das emoções na esfera pública, e, de um modo mais específico, no jornalismo, e o modo como dessas ambivalências decorre um olhar renovado sobre as oportunidades de participação cívica e, igualmente, sobre os perigos que ameaçam a discursividade pública.