Publicação
Perceções dos professores face à inclusão de alunos com Trissomia 21
| Resumo: | O atual regime jurídico da educação inclusiva, Decreto-Lei n.º 54/2018 de 6 de julho, pressupõe a inclusão de todas as crianças no ensino regular, facto que veio trazer novos desafios às escolas e a todos os profissionais envolvidos (docentes, psicólogos e terapeutas). Incluir não se resume a colocar todos os alunos numa sala de aula, especialmente quando têm necessidades específicas. A escola tem de estar preparada e ter todas as condições necessárias para receber bem todos os alunos. Não é suficiente a boa vontade dos intervenientes, é necessária e imperativa uma participação ativa. Os alunos devem ser vistos como seres únicos e com as suas particularidades. Cabe aos professores observar, analisar e refletir sobre as dificuldades especificas de cada um e procurar métodos e estratégias de ensino que possam permitir uma intervenção que seja adequada, assertiva e permita auxiliar todos os alunos no processo de aprendizagem. Uma vez que os professores são um dos pontos-chave para que a inclusão realmente aconteça, faz sentido auscultá-los. Assim, com este estudo temos como objetivo conhecer as perceções dos professores face à inclusão de alunos com trissomia 21. A partir de uma metodologia qualitativa, realizou-se um inquérito por questionário a que responderam 73 docentes de Educação Pré-Escolar e do Ensino Básico e Secundário a desempenhar funções em Agrupamentos de Escolas de um concelho localizado na região do Alto Alentejo. Esta investigação permitiu conhecer aspetos relacionados com o ambiente escolar, no que se refere a uma cultura inclusiva, assim como atitudes, sentimentos e possíveis preocupações dos professores perante a inclusão de crianças com Trissomia 21. De uma forma geral, os resultados mostram que os inquiridos estão preocupados e empenhados em minimizar todas as formas de discriminação. As suas preocupações estão sobretudo relacionadas com a falta de formação especializada e de apoios em contexto de sala de aula. |
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| Autores principais: | Bandeiras, Dora Cristina Fialho |
| Assunto: | Educação Inclusiva Trissomia 21 Sentimentos Atitudes Desafios Inclusive Education Trisomy 21 Feelings Attitudes Challenges |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Portalegre |
| Idioma: | português |
| Origem: | Instituto Politécnico de Portalegre |
| Resumo: | O atual regime jurídico da educação inclusiva, Decreto-Lei n.º 54/2018 de 6 de julho, pressupõe a inclusão de todas as crianças no ensino regular, facto que veio trazer novos desafios às escolas e a todos os profissionais envolvidos (docentes, psicólogos e terapeutas). Incluir não se resume a colocar todos os alunos numa sala de aula, especialmente quando têm necessidades específicas. A escola tem de estar preparada e ter todas as condições necessárias para receber bem todos os alunos. Não é suficiente a boa vontade dos intervenientes, é necessária e imperativa uma participação ativa. Os alunos devem ser vistos como seres únicos e com as suas particularidades. Cabe aos professores observar, analisar e refletir sobre as dificuldades especificas de cada um e procurar métodos e estratégias de ensino que possam permitir uma intervenção que seja adequada, assertiva e permita auxiliar todos os alunos no processo de aprendizagem. Uma vez que os professores são um dos pontos-chave para que a inclusão realmente aconteça, faz sentido auscultá-los. Assim, com este estudo temos como objetivo conhecer as perceções dos professores face à inclusão de alunos com trissomia 21. A partir de uma metodologia qualitativa, realizou-se um inquérito por questionário a que responderam 73 docentes de Educação Pré-Escolar e do Ensino Básico e Secundário a desempenhar funções em Agrupamentos de Escolas de um concelho localizado na região do Alto Alentejo. Esta investigação permitiu conhecer aspetos relacionados com o ambiente escolar, no que se refere a uma cultura inclusiva, assim como atitudes, sentimentos e possíveis preocupações dos professores perante a inclusão de crianças com Trissomia 21. De uma forma geral, os resultados mostram que os inquiridos estão preocupados e empenhados em minimizar todas as formas de discriminação. As suas preocupações estão sobretudo relacionadas com a falta de formação especializada e de apoios em contexto de sala de aula. |
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