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Duas Personagens Femininas de Histórias de Mulheres de José Régio

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Rosa Maria e Rosa Brava são duas personagens femininas distintas de Histórias de Mulheres. da autoria de José Régio. Só o facto de ambas terem o mesmo nome próprio – Rosa – aponta para a circunstância de o leitor se ver obrigado a distingui-las, a reconhecê-las “a partir de dentro”, independentemente das categorias - espaço, tempo, personagem, acção, narrador – que as rodeiam. Régio constrói, assim, duas personagens com o mesmo nome, acionando no leitor a ânsia de as conhecer tão profundamente (ou a tentá-lo…) e contribuindo para o facto de “O texto de José Régio ser habitado por toda uma teoria de heróis devorados pela necessidade de verem e fazerem ver. (…) de serem frequentemente personagens complicados e minados por uma lucidez corrosiva [Sublinhado nosso]”, conforme o refere Eugénio Lisboa (Lisboa: 1978: 74-75).
Autores principais:Madeira D'Ascensão, Maria
Assunto:José Régio Histórias de Mulheres Personagens Femininas Rosa Maria Rosa "Brava"
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Portalegre
Idioma:português
Origem:Instituto Politécnico de Portalegre
Descrição
Resumo:Rosa Maria e Rosa Brava são duas personagens femininas distintas de Histórias de Mulheres. da autoria de José Régio. Só o facto de ambas terem o mesmo nome próprio – Rosa – aponta para a circunstância de o leitor se ver obrigado a distingui-las, a reconhecê-las “a partir de dentro”, independentemente das categorias - espaço, tempo, personagem, acção, narrador – que as rodeiam. Régio constrói, assim, duas personagens com o mesmo nome, acionando no leitor a ânsia de as conhecer tão profundamente (ou a tentá-lo…) e contribuindo para o facto de “O texto de José Régio ser habitado por toda uma teoria de heróis devorados pela necessidade de verem e fazerem ver. (…) de serem frequentemente personagens complicados e minados por uma lucidez corrosiva [Sublinhado nosso]”, conforme o refere Eugénio Lisboa (Lisboa: 1978: 74-75).