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Análise e intervenção ergonómica em postos de trabalho com computadores: a perceção dos trabalhadores

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Resumo:Os computadores, enquanto instrumentos de trabalho, fazem hoje parte da vida quotidiana de muitos trabalhadores, tendo trazido também profundas alterações nos hábitos e processos operativos, modificando quer o envolvimento físico quer o envolvimento psíquico no trabalho. É neste quadro que apresentamos um estudo empírico que tem como objetivo analisar as condições de trabalho através da perceção dos trabalhadores às diferentes dimensões ergonómicas. Concretamente, pretendemos verificar o cumprimento das prescrições mínimas de segurança e saúde relativamente ao posto de trabalho com utilização de computador, identificar os principais perigos/fatores de risco a que os trabalhadores estão expostos, avaliar a prevalência da existência de lesões musculoesqueléticas, e por fim propor um plano de intervenção de acordo com os resultados da análise realizada. Tendo em conta os objetivos deste estudo, optámos por um estudo de caso, numa abordagem que engloba o recurso ao inquérito por questionário construído para o efeito, sendo que a amostra foi constituída por 104 trabalhadores de uma autarquia. Os resultados obtidos neste estudo indicam que os trabalhadores tendem a discordar e a concordar com as afirmações que descrevem condições de trabalho ergonómicas, dependendo dos itens analisados. Assim, no que diz respeito às dimensões da análise ergonómica consideradas, obtivemos as seguintes médias: Organização do trabalho (2,99), Espaços de Trabalho (3,49), Ambiente Físico (4,00) e Máquina (4,30). Quanto ao cumprimento dos requisitos legais verificamos que 70,59% são cumpridos, num total de 34 questões colocadas. No que diz respeito à prevalência de sintomas associados às lesões musculoesqueléticas relacionadas com o trabalho, concretizado através da análise da frequência das respostas assinaladas no Nordic Muskuloskeletal Questionnaire (NMQ), aferimos que as queixas no pescoço e ombros prevalecem em 56% e 42% dos trabalhadores, respetivamente. Verificamos ainda que 52,8% dos respondentes não costuma estar sentado com a zona lombar apoiada ao espaldar da cadeira, adotando assim, um comportamento crítico/não adequado.
Autores principais:Sobral, Maria João Guterres do Carmo
Assunto:análise ergonómica dimensões ergonómicas perceção condições de trabalho computadores ergonomic analysis ergonomic variables perception working conditions computers MSHT
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Setúbal
Idioma:português
Origem:Instituto Politécnico de Setúbal
Descrição
Resumo:Os computadores, enquanto instrumentos de trabalho, fazem hoje parte da vida quotidiana de muitos trabalhadores, tendo trazido também profundas alterações nos hábitos e processos operativos, modificando quer o envolvimento físico quer o envolvimento psíquico no trabalho. É neste quadro que apresentamos um estudo empírico que tem como objetivo analisar as condições de trabalho através da perceção dos trabalhadores às diferentes dimensões ergonómicas. Concretamente, pretendemos verificar o cumprimento das prescrições mínimas de segurança e saúde relativamente ao posto de trabalho com utilização de computador, identificar os principais perigos/fatores de risco a que os trabalhadores estão expostos, avaliar a prevalência da existência de lesões musculoesqueléticas, e por fim propor um plano de intervenção de acordo com os resultados da análise realizada. Tendo em conta os objetivos deste estudo, optámos por um estudo de caso, numa abordagem que engloba o recurso ao inquérito por questionário construído para o efeito, sendo que a amostra foi constituída por 104 trabalhadores de uma autarquia. Os resultados obtidos neste estudo indicam que os trabalhadores tendem a discordar e a concordar com as afirmações que descrevem condições de trabalho ergonómicas, dependendo dos itens analisados. Assim, no que diz respeito às dimensões da análise ergonómica consideradas, obtivemos as seguintes médias: Organização do trabalho (2,99), Espaços de Trabalho (3,49), Ambiente Físico (4,00) e Máquina (4,30). Quanto ao cumprimento dos requisitos legais verificamos que 70,59% são cumpridos, num total de 34 questões colocadas. No que diz respeito à prevalência de sintomas associados às lesões musculoesqueléticas relacionadas com o trabalho, concretizado através da análise da frequência das respostas assinaladas no Nordic Muskuloskeletal Questionnaire (NMQ), aferimos que as queixas no pescoço e ombros prevalecem em 56% e 42% dos trabalhadores, respetivamente. Verificamos ainda que 52,8% dos respondentes não costuma estar sentado com a zona lombar apoiada ao espaldar da cadeira, adotando assim, um comportamento crítico/não adequado.