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A conciliação das esferas da vida profissional, familiar e pessoal: o caso das cuidadoras de crianças portadoras de doença crónica

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Resumo:Com as mudanças ocorridas na sociedade ao nível do emprego, e a crescente entrada das mulheres no mercado de trabalho, o número de casais de duplo emprego, aumentou exponencialmente. Assim, muitos dos homens trabalhadores, mas especialmente e, com o enfoque nas mulheres, muitas mulheres trabalhadoras enfrentam diariamente a árdua tarefa que é a de conciliar as esferas da sua vida profissional, familiar e pessoal. Agregado a este facto, na esfera familiar, o peso do trabalho não pago, ou seja, a sobrecarga causada pelo desequilíbrio na distribuição das tarefas domésticas, continua a cingir-se às mulheres, fazendo com que estas sintam também relativamente àquilo que é a sua esfera pessoal, um desequilíbrio, uma desarmonia, resultante deste conflito entre papéis ou spillover, termos comuns na literatura sobre esta matéria. Não obstante este enorme desafio que se coloca às mulheres, acresce uma outra labuta, que se traduz na responsabilidade destas em serem também elas cuidadoras, em matéria de doença oncológica, dos/as seus/suas filhos/as. Labuta essa que tem ganho expressão nomeadamente no que respeita à já publicada Resolução da Assembleia da República n.0 134/2016 que recomenda ao Governo a criação do Estatuto do Cuidador Informal. A importância da sensibilidade das entidades empregadoras em matéria tão delicada é crucial para que através de políticas próprias, possam oferecer um vasto número de estratégias capazes de responder eficazmente à conciliação, e atendendo à situação singular de cada trabalhador/a. No que respeita à intervenção do Estado, nomeadamente do Serviço Nacional de Saúde (SNS), as práticas adotadas, poderão também, ou não, contribuir para a conciliação destas esferas de vida. Portanto, é vestindo o fato de investigadora que é desenvolvido o presente estudo académico, no âmbito do Mestrado em Gestão Estratégica de Recursos Humanos, e que apresenta como objetivo geral, perceber de que forma e que estratégias utilizam as cuidadoras de crianças portadoras de doença crónica no âmbito da oncologia pediátrica para conciliarem a sua vida profissional, familiar e pessoal. É dado também especial enfoque às estratégias adotadas, nesta matéria, por parte das Empresas e do Estado. A metodologia utilizada no presente trabalho é de natureza qualitativa. Como método de recolha de dados recorreu-se ao inquérito por entrevista e à análise documental. No que respeita ao tratamento dos dados foi utilizado para o efeito a técnica de análise de conteúdo. Como resultados do presente estudo conclui-se que são as mães que maioritariamente desenvolvem o trabalho não pago no âmbito do cuidado a descendentes portadores de doença crónica. Como elementos facilitadores da conciliação surgem o designado apoio das redes informais dos amigos e dos familiares diretos nomeadamente do cônjuge.
Autores principais:Pereira, Márcia Cristina Rebelo
Assunto:Conciliação Doença Crónica Género Gestão de recursos humanos Conciliation Chronic disease Gender Human resources management
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Setúbal
Idioma:português
Origem:Instituto Politécnico de Setúbal
Descrição
Resumo:Com as mudanças ocorridas na sociedade ao nível do emprego, e a crescente entrada das mulheres no mercado de trabalho, o número de casais de duplo emprego, aumentou exponencialmente. Assim, muitos dos homens trabalhadores, mas especialmente e, com o enfoque nas mulheres, muitas mulheres trabalhadoras enfrentam diariamente a árdua tarefa que é a de conciliar as esferas da sua vida profissional, familiar e pessoal. Agregado a este facto, na esfera familiar, o peso do trabalho não pago, ou seja, a sobrecarga causada pelo desequilíbrio na distribuição das tarefas domésticas, continua a cingir-se às mulheres, fazendo com que estas sintam também relativamente àquilo que é a sua esfera pessoal, um desequilíbrio, uma desarmonia, resultante deste conflito entre papéis ou spillover, termos comuns na literatura sobre esta matéria. Não obstante este enorme desafio que se coloca às mulheres, acresce uma outra labuta, que se traduz na responsabilidade destas em serem também elas cuidadoras, em matéria de doença oncológica, dos/as seus/suas filhos/as. Labuta essa que tem ganho expressão nomeadamente no que respeita à já publicada Resolução da Assembleia da República n.0 134/2016 que recomenda ao Governo a criação do Estatuto do Cuidador Informal. A importância da sensibilidade das entidades empregadoras em matéria tão delicada é crucial para que através de políticas próprias, possam oferecer um vasto número de estratégias capazes de responder eficazmente à conciliação, e atendendo à situação singular de cada trabalhador/a. No que respeita à intervenção do Estado, nomeadamente do Serviço Nacional de Saúde (SNS), as práticas adotadas, poderão também, ou não, contribuir para a conciliação destas esferas de vida. Portanto, é vestindo o fato de investigadora que é desenvolvido o presente estudo académico, no âmbito do Mestrado em Gestão Estratégica de Recursos Humanos, e que apresenta como objetivo geral, perceber de que forma e que estratégias utilizam as cuidadoras de crianças portadoras de doença crónica no âmbito da oncologia pediátrica para conciliarem a sua vida profissional, familiar e pessoal. É dado também especial enfoque às estratégias adotadas, nesta matéria, por parte das Empresas e do Estado. A metodologia utilizada no presente trabalho é de natureza qualitativa. Como método de recolha de dados recorreu-se ao inquérito por entrevista e à análise documental. No que respeita ao tratamento dos dados foi utilizado para o efeito a técnica de análise de conteúdo. Como resultados do presente estudo conclui-se que são as mães que maioritariamente desenvolvem o trabalho não pago no âmbito do cuidado a descendentes portadores de doença crónica. Como elementos facilitadores da conciliação surgem o designado apoio das redes informais dos amigos e dos familiares diretos nomeadamente do cônjuge.