Publicação
Efetividade dos cuidados estratificados (Programa SPLIT) na qualidade de vida relacionada com a saúde em utentes com lombalgia que recorrem aos cuidados de saúde primários
| Resumo: | Introdução: A lombalgia é a principal causa de incapacidade no mundo. Atualmente, a prática usual de intervenção dos utentes com lombalgia nos cuidados de saúde primários utiliza excessivamente intervenções de baixo valor e que são insuficientes para um tratamento efetivo da lombalgia. A melhor evidência científica disponível recomenda a implementação de um modelo de estratificado de cuidados que seja ajustado às necessidades de cada utente. Objetivo: Comparar os ganhos de qualidade de vida relacionada com a saúde (QVRS) entre um grupo de utentes com lombalgia não específica que recebeu cuidados usuais e outro que recebeu o mesmo tipo de cuidados ao qual foi adicionado uma intervenção estratificada de fisioterapia (Programa SPLIT), em contexto de cuidados de saúde primários. Metodologia: Foram realizados dois estudos independentes e consecutivos de coorte prospetivo que incluíram 238 indivíduos com lombalgia não específica nos cuidados de saúde primários portugueses. Estes indivíduos foram avaliados no início do estudo e aos 2 e 6 meses pela escala numérica da dor (END), Roland Morris Disability Questionnaire (RMDQ) e o EuroQuol-5D-3L. Resultados: A coorte SPLIT mostrou índices de QVRS significativamente superiores tanto no início do estudo, bem como as 2 e 6 meses de seguimento quando comparado com a prática usual. Em ambas as coortes, a evolução global do EQ-5D-3L foi estatisticamente significativa (p<0.001), como também quando comparado o momento inicial e os 2 meses (p<0.001) e 6 meses (p<0.001). Os resultados da regressão linear múltipla mostram que, nos utentes que adicionaram o programa SPLIT à prática usual, a QVRS é 1.55 vezes superior (IC95%: 0.09-0.22, p<0.005) aos 2 meses de seguimento e 1.68 vezes superior (IC95%: 0.10-0.24, p<0.005) aos 6 meses de seguimento. Conclusões: Os resultados sugerem que a adição de um programa de fisioterapia estratificado (SPLIT) resulta numa melhor QVRS, aos 2 e 6 meses de seguimento, quando comparado com a prática usual. |
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| Autores principais: | Silva, António |
| Assunto: | Lombalgia não específica Tratamento estratificado Fisioterapia Cuidados de saúde primários Portugal Nonspecific low back pain Stratified care Physiotherapy Primary healthcare |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Setúbal |
| Idioma: | português |
| Origem: | Instituto Politécnico de Setúbal |
| Resumo: | Introdução: A lombalgia é a principal causa de incapacidade no mundo. Atualmente, a prática usual de intervenção dos utentes com lombalgia nos cuidados de saúde primários utiliza excessivamente intervenções de baixo valor e que são insuficientes para um tratamento efetivo da lombalgia. A melhor evidência científica disponível recomenda a implementação de um modelo de estratificado de cuidados que seja ajustado às necessidades de cada utente. Objetivo: Comparar os ganhos de qualidade de vida relacionada com a saúde (QVRS) entre um grupo de utentes com lombalgia não específica que recebeu cuidados usuais e outro que recebeu o mesmo tipo de cuidados ao qual foi adicionado uma intervenção estratificada de fisioterapia (Programa SPLIT), em contexto de cuidados de saúde primários. Metodologia: Foram realizados dois estudos independentes e consecutivos de coorte prospetivo que incluíram 238 indivíduos com lombalgia não específica nos cuidados de saúde primários portugueses. Estes indivíduos foram avaliados no início do estudo e aos 2 e 6 meses pela escala numérica da dor (END), Roland Morris Disability Questionnaire (RMDQ) e o EuroQuol-5D-3L. Resultados: A coorte SPLIT mostrou índices de QVRS significativamente superiores tanto no início do estudo, bem como as 2 e 6 meses de seguimento quando comparado com a prática usual. Em ambas as coortes, a evolução global do EQ-5D-3L foi estatisticamente significativa (p<0.001), como também quando comparado o momento inicial e os 2 meses (p<0.001) e 6 meses (p<0.001). Os resultados da regressão linear múltipla mostram que, nos utentes que adicionaram o programa SPLIT à prática usual, a QVRS é 1.55 vezes superior (IC95%: 0.09-0.22, p<0.005) aos 2 meses de seguimento e 1.68 vezes superior (IC95%: 0.10-0.24, p<0.005) aos 6 meses de seguimento. Conclusões: Os resultados sugerem que a adição de um programa de fisioterapia estratificado (SPLIT) resulta numa melhor QVRS, aos 2 e 6 meses de seguimento, quando comparado com a prática usual. |
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