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Stresse Ocupacional: fontes de pressão no trabalho dos enfermeiros numa equipa de cuidados continuados integrados

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Resumo:O objeto central deste estudo, envolve o stresse ocupacional. Pretende-se conhecer as fontes de stresse no trabalho dos enfermeiros, analisar comparativamente essas fontes, caraterizar e se existem correlações significativas entre caraterísticas socio organizacionais e os indicadores de stresse dos inquiridos. O método de pesquisa usado foi de natureza transversal, descritivo, quantitativo e correlacional. Com amostra de conveniência, considerou o total dos 45 enfermeiros que trabalham na LAHGO Continuados, todavia a amostra final é constituída por 30 respondentes. Genericamente esta amostra é constituída, predominantemente, por enfermeiros do sexo feminino (83,3%) na faixa etária dos 20 aos 30 anos (60%), e indivíduos solteiros (73,3%). A carga horária de trabalho é de mais de 40 horas semanais, sendo que 50% da amostra trabalha em duplo emprego e 23,3% trabalha nesta instituição à menos de seis meses, tendo pouca experiência profissional. O instrumento de recolha de dados foi um questionário, constituído por duas partes: a primeira investigou as fontes de stresse no trabalho dos enfermeiros. De entre os tratamentos estatísticos realizados, destaca-se a Análise fatorial e a determinação do Coeficiente Alfa de Cronbach cujos valores oscilaram entre 0,87 e 0,92 nas quatro dimensões do questionário, ou seja: Organização do Trabalho, Conflitualidade no Trabalho, Sofrimento dos Doentes e Controlo da Vida Ocupacional. Em termos de resultados, este estudo revelou que existem fontes de considerável stresse em todas as dimensões, embora com maior destaque para as que decorrem da dimensão Organização do Trabalho em comparação com as restantes. Através da análise das correlações verificou-se a existência de relações estatisticamente significativas entre a dimensão Controlo da Vida Ocupacional com as restantes, ou seja: Sofrimento dos Doentes, Controlo da Vida Ocupacional e Organização do Trabalho, bem como, entre Conflitualidade no Trabalho com Controlo da Vida Ocupacional e Organização do Trabalho. O sexo feminino tende a sentir como mais fonte de stresse o Sofrimento dos Doentes, quando comparado com o Masculino e ter Duplo Emprego tende a favorecer a perceção de maior fonte de stresse a dificuldade de Controlo da Vida Ocupacional. Foram ainda encontradas correlações positivas entre Fatores Ambientais com o Controlo da Vida Ocupacional e com a Organização do Trabalho.
Autores principais:Pereira, Glâucia
Assunto:Stresse Fontes de Pressão no Trabalho Qualidade dos Cuidados Continuados Pressure sources at work Quality in continued care MSHT
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Setúbal
Idioma:português
Origem:Instituto Politécnico de Setúbal
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