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A eficiência do critério de Kelly: teste comparativo com índices de ações

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Segundo Damodaran (2009), o risco é o principal impulsionador da evolução humana, desde as primeiras ferramentas criadas até a terapia genética. Como é sabido, o maior receio de um investidor, é perder o investimento, isso significa que os investidores procuram sempre métodos de se protegerem do risco a que estão expostos quando fazem uma aplicação financeira. Neste sentido o objetivo deste trabalho é testar o critério de Kelly, para perceber se com a sua adoção existe uma maximização do lucro e mitigação das perdas. Para demonstrar a eficiência do critério de Kelly foram aplicados alguns testes práticos do seu funcionamento, nomeadamente testes de Monte Carlo. Para responder ao objetivo do trabalho desenvolveu-se uma análise comparativa de investimentos em alguns dos principais índices de mercado, para o período de 2001 a 2020. Para isso, foi testado um investimento anual de 10.000,00€ no PSI20, FTSE100 e Dow Jones, e posteriormente foi feito o mesmo exercício, mas utilizando o critério de Kelly como base para o investimento. Após esta análise, concluiu-se que para o PSI20 embora o índice tenha tido uma queda de quase 60% no decurso das duas últimas décadas, com a adoção do critério de Kelly existem ganhos de aproximadamente 4% no investimento. Nos casos do FTSE100 e do Dow Jones, houve uma diferença, pois ambos os índices tiveram uma evolução positiva, e um investidor que aplicasse o seu capital nestes dois índices teria tido ganhos superiores ao obtido através da aplicação do critério de Kelly. Porém é importante sublinhar, que com a adoção do critério de Kelly tanto no caso do FTSE100 que teve ganhos de aproximadamente 5% como no Dow Jones que teve ganhos de aproximadamente 50%, nos períodos de queda dos índices, esta foi muito menor por conta da proteção que o critério de Kelly dá ao investidor.
Autores principais:Santos, Hugo Emanuel Penelas dos
Assunto:Critério de Kelly Risco financeiro Mercado financeiro Bolsas de valores Kelly criterion Financial risk Financial market stock exchanges
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Setúbal
Idioma:português
Origem:Instituto Politécnico de Setúbal
Descrição
Resumo:Segundo Damodaran (2009), o risco é o principal impulsionador da evolução humana, desde as primeiras ferramentas criadas até a terapia genética. Como é sabido, o maior receio de um investidor, é perder o investimento, isso significa que os investidores procuram sempre métodos de se protegerem do risco a que estão expostos quando fazem uma aplicação financeira. Neste sentido o objetivo deste trabalho é testar o critério de Kelly, para perceber se com a sua adoção existe uma maximização do lucro e mitigação das perdas. Para demonstrar a eficiência do critério de Kelly foram aplicados alguns testes práticos do seu funcionamento, nomeadamente testes de Monte Carlo. Para responder ao objetivo do trabalho desenvolveu-se uma análise comparativa de investimentos em alguns dos principais índices de mercado, para o período de 2001 a 2020. Para isso, foi testado um investimento anual de 10.000,00€ no PSI20, FTSE100 e Dow Jones, e posteriormente foi feito o mesmo exercício, mas utilizando o critério de Kelly como base para o investimento. Após esta análise, concluiu-se que para o PSI20 embora o índice tenha tido uma queda de quase 60% no decurso das duas últimas décadas, com a adoção do critério de Kelly existem ganhos de aproximadamente 4% no investimento. Nos casos do FTSE100 e do Dow Jones, houve uma diferença, pois ambos os índices tiveram uma evolução positiva, e um investidor que aplicasse o seu capital nestes dois índices teria tido ganhos superiores ao obtido através da aplicação do critério de Kelly. Porém é importante sublinhar, que com a adoção do critério de Kelly tanto no caso do FTSE100 que teve ganhos de aproximadamente 5% como no Dow Jones que teve ganhos de aproximadamente 50%, nos períodos de queda dos índices, esta foi muito menor por conta da proteção que o critério de Kelly dá ao investidor.