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Conspiracionismo de extrema-direita entre Estado Novo e transição democrática (1945-1975)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Durante o Estado Novo e a transição democrática, a extrema-direita portuguesa analisou todas as crises do regime à luz da visão conspiracionista. Herdado da cultura política contrarrevolucionária do Século XIX, o conspiracionismo foi aplicado pela extrema-direita portuguesa a partir de 1945 para desvendar o alegado plano contra o Império português. Neste sentido, a extrema-direita denunciou uma estrutura piramidal e hierárquica controlada pela elite globalista e integrada por diferentes atores nacionais. Embora não exista uma versão única do complô partilhado por todos os protagonistas da extrema-direita, os agentes da conspiração denunciados tendem a ser sempre os mesmos. A extrema-direita portuguesa não trouxe nenhuma contribuição doutrinária ao conspiracionismo elaborado pelas congéneres europeias, mas limitou-se apenas à sua aplicação ao caso português, sem alcançar os objetivos esperados na mobilização, radicalização e liderança das direitas autoritárias e ultramarinistas.
Autores principais:Marchi, R.
Assunto:Conspiracionismo Extrema-direita Elite globalista Estado Novo Transição democrática
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:Durante o Estado Novo e a transição democrática, a extrema-direita portuguesa analisou todas as crises do regime à luz da visão conspiracionista. Herdado da cultura política contrarrevolucionária do Século XIX, o conspiracionismo foi aplicado pela extrema-direita portuguesa a partir de 1945 para desvendar o alegado plano contra o Império português. Neste sentido, a extrema-direita denunciou uma estrutura piramidal e hierárquica controlada pela elite globalista e integrada por diferentes atores nacionais. Embora não exista uma versão única do complô partilhado por todos os protagonistas da extrema-direita, os agentes da conspiração denunciados tendem a ser sempre os mesmos. A extrema-direita portuguesa não trouxe nenhuma contribuição doutrinária ao conspiracionismo elaborado pelas congéneres europeias, mas limitou-se apenas à sua aplicação ao caso português, sem alcançar os objetivos esperados na mobilização, radicalização e liderança das direitas autoritárias e ultramarinistas.