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O impacto da flexigurança no trabalho e sua repercussão no quadro europeu de competitividade e produtividade - uma análise histórica do período de referência para a Agenda de Lisboa

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Summary:Através de uma análise histórica da interpretação das grandes directivas europeias aquando do período de implementação da agenda de Lisboa, tentamos enfatizar a problemática da produtividade dos trabalhadores europeus (com alusão clara à dimensão portuguesa), aplicando análises de teóricos da economia e gestão, na tentativa de compreender o tipo de fenómenos que não só evidenciavam disparidades entre o tecido produtivo dos vários países europeus (com especial enfoque para a dicotomia entre Estados nórdicos e países mediterrânicos), como também assinalavam uma relação muito próxima com algumas variáveis explicativas (motivação, protecção laboral) que pareciam ser explicadas por questões de regulação laboral, maior ou menor desproteccionismo, ganho ou perda de direitos no âmbito das reformas do código do trabalho e, inclusive, por questões de paradigma histórico e governativo, como a construção do welfare state, a evolução da agenda europeia e, em particular, o fenómeno da flexigurança.
Main Authors:Quintanilha, T. L.
Subject:Agenda de Lisboa Emprego Flexigurança
Year:2016
Country:Portugal
Document type:article
Access type:open access
Associated institution:ISCTE
Language:Portuguese
Origin:Repositório ISCTE
Description
Summary:Através de uma análise histórica da interpretação das grandes directivas europeias aquando do período de implementação da agenda de Lisboa, tentamos enfatizar a problemática da produtividade dos trabalhadores europeus (com alusão clara à dimensão portuguesa), aplicando análises de teóricos da economia e gestão, na tentativa de compreender o tipo de fenómenos que não só evidenciavam disparidades entre o tecido produtivo dos vários países europeus (com especial enfoque para a dicotomia entre Estados nórdicos e países mediterrânicos), como também assinalavam uma relação muito próxima com algumas variáveis explicativas (motivação, protecção laboral) que pareciam ser explicadas por questões de regulação laboral, maior ou menor desproteccionismo, ganho ou perda de direitos no âmbito das reformas do código do trabalho e, inclusive, por questões de paradigma histórico e governativo, como a construção do welfare state, a evolução da agenda europeia e, em particular, o fenómeno da flexigurança.