Publicação
Esperanças e medos em narrativas sobre o futuro da Inteligência Artificial: Uma abordagem qualitativa e quantitativa
| Resumo: | Os recentes avanços tecnológicos, com destaque para a Inteligência Artificial (IA) Generativa, têm provocado transformações significativas na sociedade contemporânea, exigindo uma reflexão ética e científica sobre os seus impactos. Esta dissertação teve como objetivo compreender as atitudes dos indivíduos face ao futuro da IA, investigando a predominância de emoções de otimismo ou medo, com base nas narrativas propostas por Cave e Dihal (2019). Adicionalmente, analisou-se se a afinidade tecnológica, a frequência de uso de IA, a idade, a escolaridade e o género estão associados a essas emoções. A investigação integrou dois estudos complementares. O primeiro, de natureza qualitativa, envolveu grupos focais com 19 participantes (10 mulheres e 9 homens, entre os 18 e 65 anos) e explorou perceções, experiências de uso e expectativas sobre a IA. O segundo, quantitativo, consistiu num inquérito online a 600 portugueses, entre os 18 e 70 anos, que avaliou a utilização da IA, a afinidade tecnológica e as emoções face às narrativas do estudo qualitativo. Os resultados no estudo qualitativo revelaram que os/as participantes expressam vários medos e esperanças em relação à IA, tendo sido identificadas novas narrativas além das propostas por Cave e Dihal (2019). No estudo quantitativo, a afinidade tecnológica e a frequência de uso da IA apresentaram correlações positivas com o otimismo e negativas com o receio, as mulheres reportaram sentir mais receio e menos otimismo do que os homens, e não foi detetada uma associação da idade e da escolaridade com as respostas emocionais em relação ao futuro da IA. |
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| Autores principais: | Tapada, Marta Joana Borges Lourenço |
| Assunto: | Inteligência artificial -- Artificial intelligence Medo -- Fear Esperança Afinidade tecnológica Hope Technological affinity |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | Os recentes avanços tecnológicos, com destaque para a Inteligência Artificial (IA) Generativa, têm provocado transformações significativas na sociedade contemporânea, exigindo uma reflexão ética e científica sobre os seus impactos. Esta dissertação teve como objetivo compreender as atitudes dos indivíduos face ao futuro da IA, investigando a predominância de emoções de otimismo ou medo, com base nas narrativas propostas por Cave e Dihal (2019). Adicionalmente, analisou-se se a afinidade tecnológica, a frequência de uso de IA, a idade, a escolaridade e o género estão associados a essas emoções. A investigação integrou dois estudos complementares. O primeiro, de natureza qualitativa, envolveu grupos focais com 19 participantes (10 mulheres e 9 homens, entre os 18 e 65 anos) e explorou perceções, experiências de uso e expectativas sobre a IA. O segundo, quantitativo, consistiu num inquérito online a 600 portugueses, entre os 18 e 70 anos, que avaliou a utilização da IA, a afinidade tecnológica e as emoções face às narrativas do estudo qualitativo. Os resultados no estudo qualitativo revelaram que os/as participantes expressam vários medos e esperanças em relação à IA, tendo sido identificadas novas narrativas além das propostas por Cave e Dihal (2019). No estudo quantitativo, a afinidade tecnológica e a frequência de uso da IA apresentaram correlações positivas com o otimismo e negativas com o receio, as mulheres reportaram sentir mais receio e menos otimismo do que os homens, e não foi detetada uma associação da idade e da escolaridade com as respostas emocionais em relação ao futuro da IA. |
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