Publicação

O debate político nas 'contra-esferas públicas': como se discute em 140 caracteres?

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Neste texto apresenta-se uma abordagem exploratória à rede social Twitter, pretendendo-se perceber que utilizações lhes estão a dar os atores que protagonizam, em Portugal, a discussão política no espaço público. As especificidades desta rede (em particular a limitação do número de carateres) não favorecem, aparentemente, a expressão da opinião e a argumentação. Mas as novas ferramentas trazidas pela Web 2.0, ao potenciarem a interatividade e a partilha, constituem-se em novas formas de utilizar a palavra e atribuir sentido, suscetíveis de contornar as limitações impostas pela arquitetura da rede. O principal objetivo foi, então, saber se a estas novas formas de comunicar correspondem novos conteúdos (ideias) e novos atores, constituindo-se a rede de microbloging numa verdadeira “contra-esfera pública” ou, ao invés, se é mais um veículo para a reprodução do discurso dos media mainstream.
Autores principais:Barriga, A. C.
Assunto:Redes sociais Twitter Opinião política Diversidade nos media
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:Neste texto apresenta-se uma abordagem exploratória à rede social Twitter, pretendendo-se perceber que utilizações lhes estão a dar os atores que protagonizam, em Portugal, a discussão política no espaço público. As especificidades desta rede (em particular a limitação do número de carateres) não favorecem, aparentemente, a expressão da opinião e a argumentação. Mas as novas ferramentas trazidas pela Web 2.0, ao potenciarem a interatividade e a partilha, constituem-se em novas formas de utilizar a palavra e atribuir sentido, suscetíveis de contornar as limitações impostas pela arquitetura da rede. O principal objetivo foi, então, saber se a estas novas formas de comunicar correspondem novos conteúdos (ideias) e novos atores, constituindo-se a rede de microbloging numa verdadeira “contra-esfera pública” ou, ao invés, se é mais um veículo para a reprodução do discurso dos media mainstream.