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Empreendedorismo e crescimento económico: evidências para Portugal

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Resumo:A tese acompanha a tendência da última década do século XX no interesse pelo empreendedorismo, que vai para além da academia e é tema dos círculos políticos e do público em geral, como resultado das preocupações com o crescimento económico nas economias avançadas. Portugal, situa-se na lista destas economias e, apresenta a taxa de empreendedorismo mais elevada da União Europeia, UE-15, em 2007, a exemplo do já verificado em 2001. No entanto, ao longo de seis anos a taxa de crescimento económico nacional não regista progressos. Esta realidade é o argumento para se avaliar o que correu bem nas condições que impulsionaram o empreendedorismo português, mas também o que poderia ter sido transmitido ao crescimento económico e não o foi. A investigação toma como quadro conceptual uma abordagem em quatro fases para responder à questão seguinte: “Que evidências para Portugal na relação entre empreendedorismo e crescimento económico?”. Para testar empiricamente o modelo utilizam-se dados secundários disponibilizados pelo Global Entrepreneurship Monitor, GEM, e outras fontes internacionais. Perante a complexidade do fenómeno em estudo recorre-se à análise estatística, que permite o contraste empírico de cinco grupo de fatores com vinte e quatro variáveis entre Portugal, países de rendimento elevado e de rendimento médio. Os resultados obtidos mostram que a taxa de empreendedorismo de um país depende do nível de rendimento económico nacional, que no entanto só permite explicar uma fração daquela. São os fatores de empreendedorismo que ajudam a explicar a remanescente parcela de empreendedorismo pela respetiva influência que exercem na capacidade de um país/região criar novas empresas e negócios nascentes. Para Portugal, a análise evidencia a existência de um conjunto de fatores que criam rigidez no mecanismo de transmissão do empreendedorismo para o crescimento económico, nomeadamente a cultura, associada aos baixos níveis de tolerância ao risco, de responsabilidade individual, de criatividade e inovação e de promoção pelos media. Adicionalmente, a eficácia dos programas de governo e a baixa produtividade nos três setores de atividade são também fatores relevantes a considerar.
Autores principais:Moura, Daniela Pacheco
Assunto:Empreendedorismo -- Entrepreneurship Atividade empreendedora Negócios nascentes Crescimento económico -- Economic growth Desenvolvimento económico -- Economic development PIB Produto Interno Bruto -- GDP Gross Domestic Product Entrepreneurial activity Nascent entrepreneurs
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
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Para testar empiricamente o modelo utilizam-se dados secundários disponibilizados pelo Global Entrepreneurship Monitor, GEM, e outras fontes internacionais. Perante a complexidade do fenómeno em estudo recorre-se à análise estatística, que permite o contraste empírico de cinco grupo de fatores com vinte e quatro variáveis entre Portugal, países de rendimento elevado e de rendimento médio. Os resultados obtidos mostram que a taxa de empreendedorismo de um país depende do nível de rendimento económico nacional, que no entanto só permite explicar uma fração daquela. São os fatores de empreendedorismo que ajudam a explicar a remanescente parcela de empreendedorismo pela respetiva influência que exercem na capacidade de um país/região criar novas empresas e negócios nascentes. 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Portugal is in the list of these economies and has the highest rate of entrepreneurship European Union, EU-15, in 2007 such as in 2001 already, although the rate of national economic growth has not progressed over the last six years. This reality is the argument that tries to assess what went well in the conditions that drove the Portuguese entrepreneurship, but also what could have been transmitted to the economic growth and was not. This research takes as its conceptual framework a four-step approach to answer the following question: "What is the evidence for Portugal in the relationship between entrepreneurship and economic growth?" To empirically test the model secondary data provided by the Global Entrepreneurship Monitor (GEM) and other international sources are used. Given the complexity of the phenomenon under study, we resort to statistical methods, which allows the empirical contrast between five-factor groups with twenty-four variables between Portugal, highincome countries and middle income ones. The results show that the rate of entrepreneurship of a country depends on the level of national economic income, which only allows to the explanation a fraction of the rate. Entrepreneurship factors are the ones that help explain the remaining portion of entrepreneurship by the respective influence they have on the ability of a country / region to create start-ups and nascent businesses. 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