Publicação
Os públicos e os recursos expositivos interativos na Exposição Loulé: Territórios, memórias, identidades
| Resumo: | Este artigo enquadra-se nos estudos de públicos de museus e de exposições e na resposta aos desafios colocados àquelas instituições pelos públicos, pelo que se pretende o conhecimento das suas características sociodemográficas, motivacionais, de práticas culturais, bem como das avaliações que fazem da experiência de visita. Sustenta-se empiricamente no estudo de públicos da exposição temporária “Loulé: Territórios, Memórias, Identidades” que esteve patente em Lisboa no Museu Nacional de Arqueologia de junho de 2017 a junho de 2019, mostrando meio milhar de objetos, a par de uma forte presença de recursos interativos, quer na componente háptica (ou tátil) dos objetos, quer na da oferta multimédia (écrans interativos, QR Codes e um painel interativo). Abordam-se ambas as componentes em articulação com os perfis sociais dos públicos, enquanto recurso de interpretação dos bens museológicos. Toma-se como principal orientação teórica a perspetiva pragmática de motivações de visita a museus de Falk, Dierking e Adams (2006) temperada pela abordagem crítica dessa perspetiva por Dawson e Jensen (2011), mediante a operacionalização de uma metodologia mista sequencial, quantitativa-qualitativa. Conclui-se que estes estudos beneficiam de metodologias mistas, sendo que um maior investimento na vertente qualitativa potencia, por um lado, uma compreensão mais aprofundada da experiência cultural dos públicos e, por outro lado, o diálogo entre estes e as instituições museais. |
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| Autores principais: | Santos, J. |
| Outros Autores: | Apolinário, S.; Neves, J. S. |
| Assunto: | Públicos de museus e exposições Recursos interativos Avaliação Metodologia mista |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | Este artigo enquadra-se nos estudos de públicos de museus e de exposições e na resposta aos desafios colocados àquelas instituições pelos públicos, pelo que se pretende o conhecimento das suas características sociodemográficas, motivacionais, de práticas culturais, bem como das avaliações que fazem da experiência de visita. Sustenta-se empiricamente no estudo de públicos da exposição temporária “Loulé: Territórios, Memórias, Identidades” que esteve patente em Lisboa no Museu Nacional de Arqueologia de junho de 2017 a junho de 2019, mostrando meio milhar de objetos, a par de uma forte presença de recursos interativos, quer na componente háptica (ou tátil) dos objetos, quer na da oferta multimédia (écrans interativos, QR Codes e um painel interativo). Abordam-se ambas as componentes em articulação com os perfis sociais dos públicos, enquanto recurso de interpretação dos bens museológicos. Toma-se como principal orientação teórica a perspetiva pragmática de motivações de visita a museus de Falk, Dierking e Adams (2006) temperada pela abordagem crítica dessa perspetiva por Dawson e Jensen (2011), mediante a operacionalização de uma metodologia mista sequencial, quantitativa-qualitativa. Conclui-se que estes estudos beneficiam de metodologias mistas, sendo que um maior investimento na vertente qualitativa potencia, por um lado, uma compreensão mais aprofundada da experiência cultural dos públicos e, por outro lado, o diálogo entre estes e as instituições museais. |
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