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A sub-representação das mulheres no movimento sindical: O caso dos sindicatos da saúde

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O sindicalismo nasceu andro-centrado e revelando uma atitude sexista em relação ao papel da mulher na sociedade, a qual acabou por orientar durante um longo período as suas estratégias face às mulheres. Os atos de discriminação acabaram por levá-las a formar organizações próprias. Dada a sua crescente inserção no mercado de trabalho, os sindicatos reorientaram as suas estratégias, mas o crescimento das mulheres nos efetivos sindicais não se tem traduzido num crescimento correspondente da sua proporção nos lugares de decisão, com os sindicatos a providenciarem muito raramente uma sua representação adequada. Esta é uma situação transversal aos sindicatos da administração pública e, em particular, da saúde objeto deste estudo. Esta constitui uma situação prejudicial para o sindicalismo. Contudo não partilhamos das teses identitárias segundo as quais só as mulheres podem defender os seus interesses e que quando detêm o poder sindical revelam necessariamente uma forma de fazer sindicalismo diferenciada da dos homens.
Autores principais:Alves, P. M.
Assunto:Sindicato -- Syndicate Mulheres Sub-representação
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:O sindicalismo nasceu andro-centrado e revelando uma atitude sexista em relação ao papel da mulher na sociedade, a qual acabou por orientar durante um longo período as suas estratégias face às mulheres. Os atos de discriminação acabaram por levá-las a formar organizações próprias. Dada a sua crescente inserção no mercado de trabalho, os sindicatos reorientaram as suas estratégias, mas o crescimento das mulheres nos efetivos sindicais não se tem traduzido num crescimento correspondente da sua proporção nos lugares de decisão, com os sindicatos a providenciarem muito raramente uma sua representação adequada. Esta é uma situação transversal aos sindicatos da administração pública e, em particular, da saúde objeto deste estudo. Esta constitui uma situação prejudicial para o sindicalismo. Contudo não partilhamos das teses identitárias segundo as quais só as mulheres podem defender os seus interesses e que quando detêm o poder sindical revelam necessariamente uma forma de fazer sindicalismo diferenciada da dos homens.