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Com mais olhos que barriga: a importância da atenção no comportamento alimentar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O que comemos e porque comemos, tem sido objeto de estudo desde os tempos mais primitivos, até aos dias de hoje. São as escolhas que se fizeram no ambiente ancestral que permitiram a sobrevivência do ser humano, no entanto, são essas mesmas escolhas que, nos dias de hoje, colocam em risco a sobrevivência de muitas pessoas. A avaliação sensorial dos alimentos é geralmente o primeiro passo para o consumo alimentar. É através do olhar que se realiza a escolha inicial que dará início, ou não, ao comportamento de ingestão. Considerando que os enviesamentos da atenção face a estímulos visualizados podem condicionar o comportamento subsequente, prevê-se a existência de enviesamentos atencionais face a estímulos alimentares calóricos e que esses enviesamentos possam estar na base do desenvolvimento de comportamentos alimentares desajustados às necessidades de ingestão. O estudo 1 teve por objetivo validar para a população portuguesa uma medida de avaliação das perturbações alimentares. No segundo estudo aferiram-se as características de vários estímulos pictóricos e a sua adequação para estudos com estímulos alimentares com diferente valência calórica. O estudo 3 pretendia estudar os enviesamentos da atenção face a estímulos alimentares e os resultados sugerem que existe um viés da atenção face a estímulos pictóricos e face a estímulos mais calóricos. Por fim, no estudo 4 pretendia-se estudar os movimentos oculares face a estímulos alimentares e verificou-se um enviesamento da atenção para os estímulos alimentares calóricos nos indivíduos mais propensos ao desenvolvimento de perturbações alimentares. No seu conjunto, os estudos indicam a existência de enviesamentos da atenção face a estímulos alimentares calóricos, o que pode ser uma contribuição relevante para a compreensão do papel dos fatores de risco no desenvolvimento e manutenção das perturbações da alimentação e da ingestão.
Autores principais:Santos, Isabel Olímpia Figueiredo dos
Assunto:Psicologia clínica Psicologia da saúde Alimentação Perceção visual Distúrbios alimentares Enviesamento Atenção Food Attention Bias Feeding and eating disorders
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:O que comemos e porque comemos, tem sido objeto de estudo desde os tempos mais primitivos, até aos dias de hoje. São as escolhas que se fizeram no ambiente ancestral que permitiram a sobrevivência do ser humano, no entanto, são essas mesmas escolhas que, nos dias de hoje, colocam em risco a sobrevivência de muitas pessoas. A avaliação sensorial dos alimentos é geralmente o primeiro passo para o consumo alimentar. É através do olhar que se realiza a escolha inicial que dará início, ou não, ao comportamento de ingestão. Considerando que os enviesamentos da atenção face a estímulos visualizados podem condicionar o comportamento subsequente, prevê-se a existência de enviesamentos atencionais face a estímulos alimentares calóricos e que esses enviesamentos possam estar na base do desenvolvimento de comportamentos alimentares desajustados às necessidades de ingestão. O estudo 1 teve por objetivo validar para a população portuguesa uma medida de avaliação das perturbações alimentares. No segundo estudo aferiram-se as características de vários estímulos pictóricos e a sua adequação para estudos com estímulos alimentares com diferente valência calórica. O estudo 3 pretendia estudar os enviesamentos da atenção face a estímulos alimentares e os resultados sugerem que existe um viés da atenção face a estímulos pictóricos e face a estímulos mais calóricos. Por fim, no estudo 4 pretendia-se estudar os movimentos oculares face a estímulos alimentares e verificou-se um enviesamento da atenção para os estímulos alimentares calóricos nos indivíduos mais propensos ao desenvolvimento de perturbações alimentares. No seu conjunto, os estudos indicam a existência de enviesamentos da atenção face a estímulos alimentares calóricos, o que pode ser uma contribuição relevante para a compreensão do papel dos fatores de risco no desenvolvimento e manutenção das perturbações da alimentação e da ingestão.