Publicação
Efeito Dunning-Kruger e a sua relação com a autoestima
| Resumo: | O Efeito Dunning-Kruger descreve a tendência do sujeito incompetente sobrestimas as suas capacidades. Dunning interpretou este excesso de autoconfiança presente nos autorrelatos dos sujeitos de baixo desempenho como uma deficiência metacognitiva, de tal forma que estes sujeitos acarretam um “duplo fardo”. Isto quer dizer que para além da sua incompetência a executar a tarefa, os sujeitos são incapazes de reconhecer os seus próprios erros (Mazor & Fleming, 2021). Ehrlinger e Dunning (2003) vieram demonstrar que a perspetiva que o indivíduo tem sobre si mesmo influencia as avaliações que este irá fazer sobre o seu próprio desempenho, independentemente da sua real performance. Assim, se um sujeito, na sua perspetiva, considera por exemplo, que é bastante bom na área da matemática, irá responder a problemas desta área de uma forma mais intuitiva ou invés de ponderar um pouco mais na sua resposta. Mesmo que a sua resposta esteja errada, o sujeito vai achar que o seu desempenho na tarefa foi bom. Daqui surge o Cognitive Reflection Test (CRT) (Frederick, 2005), que nos permite, então perceber a disposição do indivíduo para sobrepor a resposta intuitiva relativamente á resposta analítica. A proposta colocada no presente estudo é que os sujeitos considerados incompetentes, apresentam uma autoestima superior aos sujeitos que são considerados competentes. Para testar esta hipótese, fomos medir o Efeito de Dunning-Kruger, a partir do CRT (Frederick, 2005). Os sujeitos responderam ao CRT e posteriormente indicaram quantas respostas achavam que tinham acertado. De seguida, dividimos os 92 sujeitos da amostra em três grupos, consoante o número de acertos. Fomos medir a calibração entre as expectativas de respostas certas e o número de respostas certas realmente dadas e determinámos que esta decresce desde o grupo de sujeitos competentes até ao grupo de sujeitos incompetentes. Analisámos a autoestima entre os 3 grupos, a partir da Escala de Rosenberg, e determinámos que esta se mantém homogénea, ou seja, os resultados não suportam a hipótese. |
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| Autores principais: | Silva, Jéssica Diogo Botas e |
| Assunto: | Efeito dunning-kruger Cognitive reflection test Teorias duais Autoestima Cognitive Reflection Test Dual Theories Selfesteem |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | O Efeito Dunning-Kruger descreve a tendência do sujeito incompetente sobrestimas as suas capacidades. Dunning interpretou este excesso de autoconfiança presente nos autorrelatos dos sujeitos de baixo desempenho como uma deficiência metacognitiva, de tal forma que estes sujeitos acarretam um “duplo fardo”. Isto quer dizer que para além da sua incompetência a executar a tarefa, os sujeitos são incapazes de reconhecer os seus próprios erros (Mazor & Fleming, 2021). Ehrlinger e Dunning (2003) vieram demonstrar que a perspetiva que o indivíduo tem sobre si mesmo influencia as avaliações que este irá fazer sobre o seu próprio desempenho, independentemente da sua real performance. Assim, se um sujeito, na sua perspetiva, considera por exemplo, que é bastante bom na área da matemática, irá responder a problemas desta área de uma forma mais intuitiva ou invés de ponderar um pouco mais na sua resposta. Mesmo que a sua resposta esteja errada, o sujeito vai achar que o seu desempenho na tarefa foi bom. Daqui surge o Cognitive Reflection Test (CRT) (Frederick, 2005), que nos permite, então perceber a disposição do indivíduo para sobrepor a resposta intuitiva relativamente á resposta analítica. A proposta colocada no presente estudo é que os sujeitos considerados incompetentes, apresentam uma autoestima superior aos sujeitos que são considerados competentes. Para testar esta hipótese, fomos medir o Efeito de Dunning-Kruger, a partir do CRT (Frederick, 2005). Os sujeitos responderam ao CRT e posteriormente indicaram quantas respostas achavam que tinham acertado. De seguida, dividimos os 92 sujeitos da amostra em três grupos, consoante o número de acertos. Fomos medir a calibração entre as expectativas de respostas certas e o número de respostas certas realmente dadas e determinámos que esta decresce desde o grupo de sujeitos competentes até ao grupo de sujeitos incompetentes. Analisámos a autoestima entre os 3 grupos, a partir da Escala de Rosenberg, e determinámos que esta se mantém homogénea, ou seja, os resultados não suportam a hipótese. |
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