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A transmissão intergeracional do sexismo benevolente em mulheres: Uma leitura sistémica das dinâmicas de reprodução e de bloqueio

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A investigação sobre o sexismo benevolente (SB) emerge na literatura como justificação para manter o sistema de género através da romantização deste tipo de sexismo. O presente estudo procurou perceber de que forma a perceção das mulheres sobre o SB da família de origem está associada ao SB internalizado e, como consequência, às experiências sexistas benevolentes com o parceiro. Foi ainda proposto um potencial fator de bloqueio desta transmissão entre sistemas familiares: a pertença a múltiplos sistemas sociais. 225 participantes, entre os 18 e os 66 anos, que se utocategorizavam como sendo do género feminino e se encontravam num relacionamento heterossexual, responderam a um questionário online. Os resultados comprovaram a primeira hipótese que defendia um efeito indireto entre o SB percebido nos pais, o SB internalizado e as experiências com SB do parceiro. Além disto, o modelo proposto na segunda hipótese foi também confirmado na dimensão intimidade heterossexual, sendo que a pertença a um maior número de grupos reduziu a relação entre o SB dos pais e o SB internalizado. Estes resultados são discutidos em relação com outros estudos neste campo, tendo sido formuladas novas hipóteses para estudos futuros e analisadas as implicações clínicas.
Autores principais:Resende, Susana Antunes
Assunto:Sexismo Benevolente Transmissão Intergeracional Relações Heterossexuais Grupos Mulheres Benevolent sexism Intergenerational transmission Heterosexual relationships Groups Women
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:A investigação sobre o sexismo benevolente (SB) emerge na literatura como justificação para manter o sistema de género através da romantização deste tipo de sexismo. O presente estudo procurou perceber de que forma a perceção das mulheres sobre o SB da família de origem está associada ao SB internalizado e, como consequência, às experiências sexistas benevolentes com o parceiro. Foi ainda proposto um potencial fator de bloqueio desta transmissão entre sistemas familiares: a pertença a múltiplos sistemas sociais. 225 participantes, entre os 18 e os 66 anos, que se utocategorizavam como sendo do género feminino e se encontravam num relacionamento heterossexual, responderam a um questionário online. Os resultados comprovaram a primeira hipótese que defendia um efeito indireto entre o SB percebido nos pais, o SB internalizado e as experiências com SB do parceiro. Além disto, o modelo proposto na segunda hipótese foi também confirmado na dimensão intimidade heterossexual, sendo que a pertença a um maior número de grupos reduziu a relação entre o SB dos pais e o SB internalizado. Estes resultados são discutidos em relação com outros estudos neste campo, tendo sido formuladas novas hipóteses para estudos futuros e analisadas as implicações clínicas.