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O papel da flexibilidade psicológica e do evitamento experiencial na relação entre a exposição a eventos traumáticos e a sintomatologia de stress pós-traumático nas forças de segurança

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: Os profissionais das forças de segurança vivem eventos potencialmente traumáticos que colocam à prova a sua resiliência psicológica. Esta realidade torna-os particularmente vulneráveis ao desenvolvimento de perturbação de stress pós-traumático. No entanto, processos psicológicos como a flexibilidade psicológica e o evitamento experiencial têm sido descritos na literatura como fatores determinantes na forma como os indivíduos lidam com o impacto do trauma, podendo atenuar ou intensificar a sua expressão sintomatológica. Objetivo: Analisar o papel mediador da flexibilidade psicológica e do evitamento experiencial na relação entre a exposição a eventos traumáticos e os sintomas de PTSD, bem como a influência dos traços de personalidade. Método: Participaram 1074 profissionais da PSP e da GNR, através de questionário incluindo medidas de PTSD, exposição a eventos críticos, flexibilidade psicológica, evitamento experiencial e personalidade. Resultados: A exposição traumática associou-se positivamente à sintomatologia de PTSD. A flexibilidade psicológica e o evitamento experiencial mediaram parcialmente esta relação, sendo o evitamento o mediador mais forte. Os traços de personalidade - extroversão, amabilidade, conscienciosidade, estabilidade emocional e abertura à experiência - correlacionaram-se com os sintomas, destacando-se a estabilidade emocional como fator protetor. Conclusão: Este estudo evidencia que a flexibilidade psicológica, o evitamento experiencial e os traços de personalidade influenciam a adaptação ao trauma, contribuindo para uma compreensão mais aprofundada dos processos de ajustamento nas forças de segurança.
Autores principais:Amaro, Jéssica Filipa Fernandes
Assunto:Stress pós-traumático Forças de Segurança Flexibilidade Psicológica Evitamento Experiencial Personalidade Post-traumatic stress disorder Police Psychological flexibility Experiential avoidance Personality
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Introdução: Os profissionais das forças de segurança vivem eventos potencialmente traumáticos que colocam à prova a sua resiliência psicológica. Esta realidade torna-os particularmente vulneráveis ao desenvolvimento de perturbação de stress pós-traumático. No entanto, processos psicológicos como a flexibilidade psicológica e o evitamento experiencial têm sido descritos na literatura como fatores determinantes na forma como os indivíduos lidam com o impacto do trauma, podendo atenuar ou intensificar a sua expressão sintomatológica. Objetivo: Analisar o papel mediador da flexibilidade psicológica e do evitamento experiencial na relação entre a exposição a eventos traumáticos e os sintomas de PTSD, bem como a influência dos traços de personalidade. Método: Participaram 1074 profissionais da PSP e da GNR, através de questionário incluindo medidas de PTSD, exposição a eventos críticos, flexibilidade psicológica, evitamento experiencial e personalidade. Resultados: A exposição traumática associou-se positivamente à sintomatologia de PTSD. A flexibilidade psicológica e o evitamento experiencial mediaram parcialmente esta relação, sendo o evitamento o mediador mais forte. Os traços de personalidade - extroversão, amabilidade, conscienciosidade, estabilidade emocional e abertura à experiência - correlacionaram-se com os sintomas, destacando-se a estabilidade emocional como fator protetor. Conclusão: Este estudo evidencia que a flexibilidade psicológica, o evitamento experiencial e os traços de personalidade influenciam a adaptação ao trauma, contribuindo para uma compreensão mais aprofundada dos processos de ajustamento nas forças de segurança.