Publicação
Atitudes e crenças religiosas face à doença mental
| Resumo: | A religião pode ser uma poderosa força de motivação social, contudo, existe uma negligência das crenças religiosas na pesquisa da saúde mental. Estas são importantes para muitas pessoas e moldam a maneira como entendem o mundo, podendo também afectar comportamentos perante os outros. É sabido que as pessoas com doença mental sofrem de estigmatização, associado às várias crenças que predominaram ao longo dos anos. Assim, este estudo tem como objectivo avaliar atitudes e crenças religiosas em sujeitos portugueses face à doença mental. É um estudo descritivo-correlacional, realizado com uma amostra de 142 indivíduos. Os instrumentos de recolha de dados foram: um questionário Sócio-demográfico; a escala Opinions About Mental Illnes; e a escala Religious Beliefs about Mental Illness. Os resultados mostraram que as pessoas que associam a doença mental a factores religiosos apresentaram atitudes mais positivas face a estes doentes. Os homens atribuíram mais a doença mental e a sua cura à espiritualidade, e as mulheres apresentaram atitudes mais negativas. Já as pessoas mais velhas mostraram ter a crença de que a doença mental se deve a questões relacionadas com a imoralidade, e as mais novas apresentaram atitudes mais negativas. Aqueles que conheciam pessoas com doença mental apresentaram valores mais baixos na escala de crenças religiosas, mas apresentaram atitudes mais negativas, como o autoritarismo. Apesar de toda a informação disponível, ainda existem crenças religiosas associadas a estas doenças, o que poderá levar a atitudes mais negativas para com as estas pessoas. |
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| Autores principais: | Sanches, Cátia |
| Assunto: | Crenças religiosas Doença mental Atitudes Religious beliefs Mental illness Attitudes |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | A religião pode ser uma poderosa força de motivação social, contudo, existe uma negligência das crenças religiosas na pesquisa da saúde mental. Estas são importantes para muitas pessoas e moldam a maneira como entendem o mundo, podendo também afectar comportamentos perante os outros. É sabido que as pessoas com doença mental sofrem de estigmatização, associado às várias crenças que predominaram ao longo dos anos. Assim, este estudo tem como objectivo avaliar atitudes e crenças religiosas em sujeitos portugueses face à doença mental. É um estudo descritivo-correlacional, realizado com uma amostra de 142 indivíduos. Os instrumentos de recolha de dados foram: um questionário Sócio-demográfico; a escala Opinions About Mental Illnes; e a escala Religious Beliefs about Mental Illness. Os resultados mostraram que as pessoas que associam a doença mental a factores religiosos apresentaram atitudes mais positivas face a estes doentes. Os homens atribuíram mais a doença mental e a sua cura à espiritualidade, e as mulheres apresentaram atitudes mais negativas. Já as pessoas mais velhas mostraram ter a crença de que a doença mental se deve a questões relacionadas com a imoralidade, e as mais novas apresentaram atitudes mais negativas. Aqueles que conheciam pessoas com doença mental apresentaram valores mais baixos na escala de crenças religiosas, mas apresentaram atitudes mais negativas, como o autoritarismo. Apesar de toda a informação disponível, ainda existem crenças religiosas associadas a estas doenças, o que poderá levar a atitudes mais negativas para com as estas pessoas. |
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