Publicação
Quando a dor se multiplica: A influência do rótulo de doença mental e do internamento na vitimização secundária de vítimas de violência doméstica
| Resumo: | O objetivo do estudo consiste em avaliar se o rótulo de doença mental e o internamento influenciam a atribuição de vitimização secundária de vítimas de violência doméstica, como também perceber se outros fatores afetam a perceção da vítima e a atribuição de vitimização secundária da mesma. Participaram no estudo 174 participantes, mais concretamente, 147 participantes do género feminino, 24 participantes do género masculino e três participantes que se identificaram com outro género, com idades compreendidas entre os 18 e os 74 anos (M = 28.07, DP = 10.41). De modo a recolher os dados, foi desenvolvido um questionário em formato on-line na plataforma Qualtrics, onde foi aplicada a Escala de Vitimização Secundaria (Correia, 2003) e, seguidamente à apresentação da vinheta, a Domestic Violence Myth Acceptance Scale, originalmente desenvolvida por Peters (2008). Os resultados alcançados evidenciaram que os participantes atribuíram maior vitimização secundária à condição alcoolismo do que à condição depressão, não existindo diferenças significativas com a condição sem rótulo. Em relação à presença de internamento, esta variável não afetou a vitimização secundária da protagonista. Ainda foi possível observar uma associação significativa entre as crenças nos mitos e a vitimização secundária. Em relação aos fatores sociodemográficos, o género influenciou diretamente a atribuição de vitimização secundária, como também a crença nos mitos, no género masculino. Os outros fatores não impactaram a atribuição de vitimização secundária da protagonista, no entanto os níveis de escolaridade influenciaram a crença no mitos de violência doméstica. Os resultados reforçam que mais informação sobre os fatores que potenciam a vitimização de secundária em vítimas de violência doméstica com doença mental ajudam na compreensão e, consequentemente, no desenvolvimento de estratégias de prevenção mais eficazes. |
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| Autores principais: | Borges, Vanessa Alexandra Oliveira |
| Assunto: | Vitimização secundária Violência doméstica Doença mental Internamento psiquiátrico Mitos de violência doméstica Secondary victimization Domestic violence Mental illness Psychiatric hospitalization Domestic violence myths |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | O objetivo do estudo consiste em avaliar se o rótulo de doença mental e o internamento influenciam a atribuição de vitimização secundária de vítimas de violência doméstica, como também perceber se outros fatores afetam a perceção da vítima e a atribuição de vitimização secundária da mesma. Participaram no estudo 174 participantes, mais concretamente, 147 participantes do género feminino, 24 participantes do género masculino e três participantes que se identificaram com outro género, com idades compreendidas entre os 18 e os 74 anos (M = 28.07, DP = 10.41). De modo a recolher os dados, foi desenvolvido um questionário em formato on-line na plataforma Qualtrics, onde foi aplicada a Escala de Vitimização Secundaria (Correia, 2003) e, seguidamente à apresentação da vinheta, a Domestic Violence Myth Acceptance Scale, originalmente desenvolvida por Peters (2008). Os resultados alcançados evidenciaram que os participantes atribuíram maior vitimização secundária à condição alcoolismo do que à condição depressão, não existindo diferenças significativas com a condição sem rótulo. Em relação à presença de internamento, esta variável não afetou a vitimização secundária da protagonista. Ainda foi possível observar uma associação significativa entre as crenças nos mitos e a vitimização secundária. Em relação aos fatores sociodemográficos, o género influenciou diretamente a atribuição de vitimização secundária, como também a crença nos mitos, no género masculino. Os outros fatores não impactaram a atribuição de vitimização secundária da protagonista, no entanto os níveis de escolaridade influenciaram a crença no mitos de violência doméstica. Os resultados reforçam que mais informação sobre os fatores que potenciam a vitimização de secundária em vítimas de violência doméstica com doença mental ajudam na compreensão e, consequentemente, no desenvolvimento de estratégias de prevenção mais eficazes. |
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