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As razões que a razão desconhece: Penso, logo engano-me?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Neste artigo realiza-se uma revisão dos estudos sobre análise de razões, desenvolvidos nas duas últimas décadas por Wilson et al. (cf., Wilson & Schooler, 199 I). Este programa de investigação tem demonstrado de forma sistemática que a análise de razões acerca do nosso comportamento produz efeitos disfuncionais, reduzindo a congruência atitude (medida de auto-relato)- comportamento ou conduzindo a uma menor satisfação pós-escolha em bens de consumo. São analisadas as propostas interpretativas desta disfuncionalidade, a possibilidade de interpretar estes resultados como uma função da desejabilidade social e o papel que as razões explicativas poderão ter na vida quotidiana. Finalmente, é proposta uma re-interpretação dos resultados destes estudos a partir da distinção entre pensamento narrativo e pensamento paradigmático (Bruner, 1986).
Autores principais:Gonçalves, Miguel M.
Outros Autores:Gonçalves, Óscar F.
Assunto:Disfuncionalidade da análise de razões Congruência relatos verbais-comportamento Congruência atitude-comportamento Dysfunctionality of reason analysis Verbal report-behavior congruency Attitude-behavior congruency
Ano:1997
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Neste artigo realiza-se uma revisão dos estudos sobre análise de razões, desenvolvidos nas duas últimas décadas por Wilson et al. (cf., Wilson & Schooler, 199 I). Este programa de investigação tem demonstrado de forma sistemática que a análise de razões acerca do nosso comportamento produz efeitos disfuncionais, reduzindo a congruência atitude (medida de auto-relato)- comportamento ou conduzindo a uma menor satisfação pós-escolha em bens de consumo. São analisadas as propostas interpretativas desta disfuncionalidade, a possibilidade de interpretar estes resultados como uma função da desejabilidade social e o papel que as razões explicativas poderão ter na vida quotidiana. Finalmente, é proposta uma re-interpretação dos resultados destes estudos a partir da distinção entre pensamento narrativo e pensamento paradigmático (Bruner, 1986).